As atenções de muitas famílias se voltam agora para a compra do material escolar, já que o início do ano letivo está marcado para fevereiro na maioria das instituições de ensino. E os orçamentos via WhatsApp têm facilitado a vida de muitos pais.
A médica Ângela Mendes Bergamo aproveitou o dia de folga ontem para sair com a filha, Alice, para a compra do material escolar. “Antes, fiz os orçamentos pelo WhatsApp, o que facilitou bastante, porque não precisei ir de papelaria em papelaria pesquisando. Já vim na escolhida”, conta.
De acordo com a vendedora Loide Laine, da Papelaria Moranguinho, de Tubarão, o movimento está crescendo bastante. “Em dezembro, a procura já foi grande. E agora começou a crescer bastante. Temos muitas opções para oferecer para os clientes”, pontua.
O Procon estadual também dá dicas para quem for comprar o material escolar. De acordo com a lei 12.886/2013, na lista de material solicitado pelas escolas não podem estar incluídos itens de uso coletivo, higiene pessoal e limpeza ou taxas para suprir despesas como água, luz, telefone, impressão e fotocópia.
Também não pode ser solicitado aos pais que comprem os materiais na própria escola e nem a exigência de determinadas marcas, locais de compra, exceto quando a compra do material didático for apostila.
“É considerada abusiva a cobrança da taxa de material escolar sem a apresentação de uma lista. A escola é obrigada a informar quais itens devem ser adquiridos. A opção entre comprar os produtos solicitados ou pagar pelo pacote oferecido pela instituição de ensino é sempre do consumidor”, destaca o órgão.
Informações claras
O Procon estadual ainda alerta que materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade, e se apresentam algum risco ao consumidor. “Trace um orçamento e, se for comprar tudo no mesmo estabelecimento, vale pedir um desconto”, conclui.