Preocupação agora é com possível novo pico em janeiro, após as festas de fim de ano
Após semanas com ocupação máxima nas UTIs com pacientes confirmados ou com suspeita de covid-19, a região voltou a ter algumas vagas nos leitos destinados ao tratamento da doença. Porém, com a chegada das festas de fim de ano e o início da temporada de verão, a preocupação é com o surgimento de novos casos e um novo pico nas internações.
Apenas o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, em Laguna, permanece com 100% de ocupação. Em Imbituba, dos dez leitos disponíveis no Hospital São Camilo, três estão ocupados.
Já em Tubarão, dos 20 leitos de UTI no Hospital Socimed, 17 estão ocupados, sendo 12 para pacientes covid-19. E no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), o maior da região, das 20 vagas disponibilizadas (entre SUS e particular/convênio) para pacientes em tratamento contra o coronavírus, 15 estão ocupadas atualmente. Os cinco leitos da UTI pediátrica estão desocupados.
De acordo com o diretor-geral do HNSC, Fábio Tadeo, novembro foi um mês muito crítico para o ocupação dos leitos. “O hospital já operava com grande ocupação de pacientes não-covid, pois havíamos voltado a operar as cirurgias eletivas de grande porte que necessitam de pós- operatório em UTI, sendo assim nossos 20 leitos de UTI não-covid estavam lotados e os de covid estavam com uma ocupação alta, mas controlada”, conta.
“Com o aumento de casos, e isso aumenta muito rapidamente, ocupamos todos os 15 leitos de UTI covid e ainda tivemos que disponibilizar leitos extras na nossa emergência, para que nenhum paciente ficasse sem atendimento. Em paralelo, suspendemos as cirurgias para disponibilizar o maior número possível de profissionais para estes pacientes”, completa.
“Nesta última semana, ocorreu uma diminuição do número de casos, e nossa UTI está com 70% de ocupação. Para janeiro, estamos prevendo um novo pico, resultante da diminuição do isolamento social provocado pelas festas de final de ano. Estamos preparados, mas a grande incógnita fica por conta do volume de casos. Neste último pico, chegamos ao limite máximo da nossa estrutura; se o próximo for ainda maior, corremos o risco de não suportar a demanda, lembrando que precisamos continuar atendendo os pacientes não-covid, por isto estamos sempre reforçando a necessidade dos cuidados sanitários necessários para evitar a proliferação do vírus”, explica.