Daniela Machado Mendes dirigiu parte do trajeto antes da cerimônia no bairro São Martinho, em Tubarão
Foto: Abba Foto e Vídeo/DS O caminhão foi o veículo escolhido por Daniela Machado Mendes para chegar ao próprio casamento, em Tubarão. Ela e Kleber Pires da Silva celebraram a união na Associação da Caixa Econômica, no bairro São Martinho, em uma chegada que também serviu como homenagem à família da noiva.
Daniela é natural de Armazém e Kleber, de Imbituba. Os dois vivem há muitos anos em Tubarão. A relação dela com os caminhões, porém, começou muito antes da vida adulta.
“Bem possivelmente eu tenha sido concebida dentro de um caminhão, completei meu primeiro 1 ano de vida no Recife viajando de caminhão com meus pais. Sou filha, neta, bisneta, sobrinha, afilhada, prima de caminhoneiros”, conta Daniela.
Ela cresceu entre caminhões, postos de combustíveis e oficinas. O pai, Joacir Rodrigues Mendes construiu a família trabalhando no transporte e, posteriormente, criou uma transportadora. A mãe, Evonildes Machado (in memoriam), também dirigia caminhões desde jovem, em uma época em que, segundo Daniela, poucas mulheres estavam ao volante.
Trajeto
A ideia de ir de caminhão para o casamento surgiu no momento em que recebeu o pedido. Desde então, Daniela tinha uma certeza sobre a cerimônia: queria chegar ao local dirigindo um dos veículos que fazem parte de sua história.
Antes de seguir para a Associação da Caixa Econômica, ela fez questão de passar por lugares ligados à infância. O percurso começou na casa dos pais e passou pela Avenida Patrício Lima e pelo Posto Fratelli, antigo Posto Stupp, onde acompanhava o trabalho do pai quando era criança.
“Fui tremendo o trajeto todo. Fiz questão de passar por onde eu cresci. Nesse percurso eu não contive a emoção, era eu menina de poucos anos realizando um sonho de gente grande”, relata.
Daniela conduziu um dos caminhões durante parte do deslocamento, enquanto o pai seguia em outro veículo. O trajeto foi registrado por amigos.

Entre a administração e a estrada, Daniela mantém paixão por caminhões
A relação de Daniela Machado Mendes com os caminhões também está ligada à vida profissional. Desde criança, ela acompanhou a rotina da empresa da família e aprendeu diferentes tarefas relacionadas aos veículos. Em determinado momento, chegou a pensar em tirar a carteira para trabalhar como caminhoneira, mas acabou seguindo outro caminho.
“Queria, mas a vida tomou outros rumos e acabei não tirando a carteira de caminhão na época, e acabei ficando na parte administrativa da empresa”, comenta Daniela.
Mesmo atuando na área administrativa, ela continuou próxima da rotina dos veículos e participou de diferentes atividades de manutenção.
“E não é gostar apenas, eu sempre coloquei mão na massa entre rolar pneus em borracharia, conferir fusíveis, medir a bateria, virar uma ponta de eixo, abrir um cubo, enfim eu sei e entendo de tudo um pouco de caminhão. E não é só a passeio não, já levei muito caminhão reserva na estrada, mas acho que é para outra história”, relata.
A relação com os caminhões, segundo Daniela, também está diretamente ligada à forma como construiu sua vida profissional.
“É a minha paixão de vida. É com caminhão que aprendi a trabalhar e amo o que eu faço”, ressalta.
Visual
A escolha do caminhão combinou ainda com outros detalhes do visual da cerimônia. Daniela usou batom e esmalte vermelhos e escolheu uma bota para completar o traje.
“Sou uma mulher de grande personalidade, fui uma noiva diferente... batom e esmalte vermelhos. Sapato foi uma bota. E entrada rústica e bruta como eu sou de caminhão”, conclui.