Procedimento foi instaurado pelo Ministério Público Federal a respeito da integridade da Ponte Anita Garibaldi, em LG
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para apurar a integridade estrutural da Ponte Anita Garibaldi, localizada no km 316 da BR-101, em Laguna, após relatos sobre o rompimento de cabos centrais na estrutura. A apuração busca identificar as causas das falhas recentes e de danos registrados nos últimos anos, além de cobrar medidas de segurança para os motoristas que trafegam pelo local.
Após questionamentos do MPF, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Via Costeira informaram que novas irregularidades foram constatadas no trecho estaiado da ponte (estrutura sustentada por cabos de aço tensionados que ligam o tabuleiro da via diretamente às torres centrais). Laudos técnicos identificaram o rompimento parcial dos cabos 4E e 4D no Pilar 35 (entre as aduelas AD.6 e AD.7 do vão central). Diante dos novos danos, a concessionária adotou um plano de correção emergencial elaborado por empresa projetista especializada e liberou o tráfego apenas nas duas faixas centrais, com restrição de peso para veículos.
Além disso, a concessionária relatou que foram realizadas intervenções na ponte para assegurar o reforço estrutural. A primeira etapa, de caráter emergencial, compreendeu a aplicação de incremento de forças em quatro estais – dois centrais e dois laterais.
Segundo o relatório técnico da empresa, cada fase foi condicionada a verificações prévias, rigorosamente observadas durante toda a execução dos serviços.
Histórico
Esta não é a primeira intervenção emergencial na estrutura. Em 2022, a concessionária já havia identificado problemas no mesmo pilar, com o rompimento de barras de ligação da laje inferior e risco à estabilidade da obra. À época, foram executadas obras de reforço e o tráfego de veículos pesados precisou ser desviado temporariamente para a Ponte das Laranjeiras (Cabeçuda). Testes de carga realizados em março de 2023 haviam sinalizado o restabelecimento da rigidez da ponte.
A ANTT informou ao MPF que instaurou processo administrativo para apurar se os problemas recorrentes têm relação com eventuais vícios ocultos de construção.