Elvis Palma/DS A Guarda Municipal será incluída no patrulhamento e fiscalização da área aquática de abrangência dos botos pescadores, na lagoa Santo Antônio dos Anjos, em Laguna. A decisão partiu de reunião entre prefeitura, representada pelos gestores da secretaria de Pesca e Agricultura, procuradoria, administração, Guarda Municipal e Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), além do comandante da Polícia Ambiental, Omar Marotto.
De acordo com a legislação municipal, a Guarda Municipal tem atribuição e competência para realizar o monitoramento aquático, com o poder de polícia, pelo fato de o boto ser considerado, por lei, um patrimônio natural do município.
O número de mortes de botos alarmou os pesquisadores, a população e os gestores públicos. Em 2018, foram dez mortes. Destas, quatro por emalhe em rede de pesca.
Segundo Marotto, desde 2016 só aumentou a quantidade de botos mortos. “Sabemos que, das dez mortes do ano passado, quatro foram por redes. Mas, e o restante? Eles podem estar desorientados por outros motivos, e não conseguem mais detectar as redes. Acredito que temos que estudar também a qualidade da água, pois pode ser a poluição. Além disso, também aumentar a fiscalização de embarcações e pescadores”, ressaltou o comandante.
Para realizar um convênio entre a Guarda Municipal e a Polícia Ambiental, viabilizando a atuação dos dois órgãos em conjunto na fiscalização aquática, a prefeitura realizará um estudo de viabilidade para contratar novos guardas municipais, através de concurso público.