Os cargos de diretor executivo e diretor técnico do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, permanecem preenchidos temporariamente.
De acordo com a assessoria de imprensa da instituição de Saúde, ainda não há previsão de quando novos diretores irão assumir, e ainda não há indicações de nomes.
A saída dos médicos César Paim e Cristiano Alexandre Ferreira dos cargos de direção ocorreu em meados de fevereiro. O diretor executivo do Hospital Santa Isabel, de Blumenau, Juliano Petters, acumulou, desde então, as funções de diretor executivo do HNSC. Para o cargo de diretor técnico, também temporário, está o médico Chafic Esper Kallas Filho, gerente médico do HNSC.
A saída de César Paim e Cristiano Ferreira foi anunciada no dia 22 de fevereiro. Na ocasião, Cristiano afirmou que sua saída estava prevista desde outubro do ano passado, quando outro profissional já estaria sendo treinado para a função. Ele, inclusive, continua integrando o corpo clínico do hospital. César Paim, na época do desligamento, não foi encontrado para falar sobre a saída.
Poucos dias depois, áudios de uma conversa entre o ex-diretor técnico do hospital, Cristiano Ferreira, e um médico vazaram e causaram burburinhos, devido às denúncias realizadas. Conforme declarações do próprio Cristiano, os áudios tratam de trechos de uma conversa particular entre ele e um colega de trabalho, gravada sem autorização, em meados de 2017, quando respondia como diretor técnico, cargo que ocupou entre dezembro de 2016 e 21 de fevereiro deste ano.
Assuntos como liberação de antibióticos caros no hospital, a existência de uma dívida da Unisul com o hospital, bem como supostos pagamentos a médicos que atuavam ou ainda atuam na instituição de Saúde foram abordados por ele nos áudios.
No ano passado, Cristiano criou outra polêmica envolvendo parte do corpo clínico do HNSC, quando, em uma sessão da Câmara de Vereadores, ele disse que médicos do hospital formavam uma máfia. Logo em seguida, muitos destes profissionais foram trocados na instituição.
Na época, o cardiologista disse que teve algumas divergências com o então diretor executivo César Paim, e, entre os motivos, justamente estas mudanças nas equipes.