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Ginástica do cérebro: estímulos para evitar o Alzheimer

17/09/2020 06:00

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas possuam algum tipo de demência no mundo. Dentre esses casos, 70% são causados pela doença de Alzheimer.


No Brasil, o número tende a triplicar até 2050 e estima-se que os casos cheguem a 152 milhões em toda a população mundial. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência e caracteriza-se pela perda ou redução progressiva das principais capacidades cognitivas, como atenção, memória, percepção, raciocínio e linguagem.


Mesmo com os avanços da medicina e as constantes pesquisas acerca do assunto, a doença ainda não possui cura. Porém, com a prática de exercícios cognitivos, é possível postergar o aparecimento dos sintomas.


A ginástica para o cérebro consiste em tirar o cérebro da zona de conforto, com atividades novas, variadas e com grau de desafio crescente. Com isso, os praticantes aumentam a reserva cognitiva, ou seja, a resiliência do cérebro em apresentar melhores condições de se proteger, de tolerar ou lidar melhor com as alterações cerebrais.


“Do ponto de vista da saúde, a melhor maneira de prevenir é melhorar o desempenho de forma sustentada. Melhor desempenho atrasará o início dos sintomas, contribuindo para a melhora da qualidade de vida”, explica Cláudia Albuquerque, diretora pedagógica do Supera Tubarão.


No Brasil, as mais de 400 escolas de ginástica cerebral da marca oferecem uma aula gratuita para quem quiser conhecer mais sobre como funciona a prática. A metodologia é composta por jogos on-line e de tabuleiro, apostilas com exercícios cognitivos, dinâmicas em grupo e atividades cotidianas realizadas de forma a tirar o cérebro da zona de conforto.


“Ao estimular o cérebro, o fluxo sanguíneo aumenta, há um crescimento na produção de proteínas da aprendizagem e da rede neural. Ocorre ainda o nascimento de novos neurônios, deixando o cérebro mais resistente ao desenvolvimento de doenças neurológicas”, explica a pesquisadora Thaís Bento Lima, gerontóloga da USP e consultora do Supera.

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