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Estrangeiros buscam qualidade de vida

O italiano Ugo Cellini e a venezuelana Anny Alejandra atravessaram fronteiras e fincaram raízes na Cidade Azul

27/05/2025 06:00|Por Tatiana Dornelles / [email protected]

Histórias de quem cruzou oceanos ou atravessou fronteiras para morar em Tubarão mostram como a cidade, além de seu potencial econômico e cultural, destaca-se como um destino acolhedor. Assim, estrangeiros vêm escolhendo a Cidade Azul para viverem uma nova etapa de suas vidas e encontrando no município um espaço de pertencimento.

O italiano Ugo Cellini, 66 anos, trocou a agitação da metrópole de Milão, na Itália, pela tranquilidade de Tubarão, cidade que conhece há mais de duas décadas. Há seis anos, Ugo, que é aposentado, e sua companheira tubaronense, Simonia Scremin, decidiram fincar raízes definitivas no município. O casal morava em Milão.

“Minha vontade era conhecer outra realidade fora de uma grande cidade como Milão. Minha companheira é tubaronense, toda a família dela vive aqui. Depois de 20 anos juntos, e com a minha aposentadoria, decidimos vir morar em Tubarão”, diz.

Segundo o italiano, a escolha foi amadurecida no decorrer dos anos. “Conheço a cidade há mais de 20 anos. Vínhamos para cá em férias, pelo menos uma vez ao ano. Assim, a decisão foi unânime, unindo a família e a beleza deste lugar”, ressalta. 

Entre os aspectos que Ugo mais aprecia estão o clima, a proximidade com o mar e o verde que cerca a cidade. “São qualidades que fazem de Tubarão um lugar muito bonito, que tem quase tudo”, afirma. Mesmo vivendo em um país com costumes e culturas diferentes, o italiano sempre sentiu-se acolhido. “A sociedade é empática, os tubaronenses são muito bons. Eu me sinto bem acolhido aqui”, conclui.

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Venezuelana encontra acolhimento e propósito de vida em Tubarão

Uma das histórias de quem busca novas oportunidades, segurança e qualidade de vida é a de Anny Alejandra Yance Goitía, 41 anos. A empresária escolheu Tubarão como sua nova casa há seis anos.

Natural de Guayana, no estado de Bolívar, na Venezuela, Anny decidiu deixar o país natal motivada pela difícil situação política, social e humanitária enfrentada pelos venezuelanos.

“Foi uma combinação de fé e circunstâncias que me levou a escolher Tubarão como lar”, conta. Segundo ela, a escolha pela cidade foi inspirada pelo apoio da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, à qual pertence. “Graças à minha igreja e à orientação de Deus, descobri Tubarão e encontrei um lugar onde posso crescer em minha fé e servir à comunidade. Estou feliz por ter feito essa escolha”, afirma.

Ao chegar em Tubarão, a primeira impressão foi de encantamento. “Vi uma cidade com muita vegetação e natureza. Achei linda, com suas ruas de pedra e aquela paz que se sentia”, relembra.

O acolhimento também foi um dos pontos altos de sua experiência. “Tubarão nos conquistou com a sua gente! A bondade e a solidariedade dos moradores são contagiosas e nos fizeram sentir parte da família. A hospitalidade do povo daqui é simplesmente maravilhosa. Fomos tratados com tanto carinho e respeito que nos sentimos em casa”, diz Anny. 

Para quem chega de fora, ela recomenda um passeio pela beira-rio e a visita às praças. “Tubarão guarda lugares maravilhosos em cada canto, dignos de serem visitados”, sugere. 

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