Pesquisa foi realizada no Ceará e utiliza casca de coco na mistura do combustível
A Diamante avança em uma pesquisa que busca reduzir as emissões associadas ao uso do carvão mineral por meio da utilização de biocarvão produzido a partir da casca do coco verde. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece), terá uma nova etapa em outubro, quando a mistura dos dois combustíveis deverá passar por teste de queima em uma caldeira industrial.
Um dos principais objetivos da pesquisa é avaliar quanto a substituição de parte do combustível mineral pelo biocarvão pode contribuir para a redução das emissões. Por ser produzido a partir de uma fonte renovável, o aumento da participação do biocarvão na mistura pode diminuir a parcela de carbono de origem fóssil liberada durante a geração de energia.
A pesquisa também avalia a possibilidade de geração de créditos de carbono a partir da utilização do novo combustível. “Buscamos não apenas viabilizar tecnicamente o uso do biocarvão, mas também consolidar um caminho concreto para a redução de emissões e a geração de créditos de carbono em nossa operação”, afirma o presidente da Diamante, Pedro Litsek.
O projeto recebeu investimento de R$ 2,7 milhões, com recursos do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa terá duração de 24 meses e conclusão prevista para dezembro deste ano.
O biocarvão é obtido a partir da casca de coco verde por meio do processo em que a biomassa é submetida a altas temperaturas em condições controladas. Entre as características estudadas estão o poder calorífico do material e o menor teor de enxofre em comparação ao carvão mineral.