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Crianças e adultos precisam se vacinar

29/05/2020 06:00

A campanha de vacinação contra a gripe, que teve início no dia 23 de março, finaliza no próximo dia 5 para os grupos prioritários. Em Tubarão, até o momento, foram mais de 33,3 mil pessoas imunizadas e a cobertura vacinal, estipulada pelo Ministério da Saúde, encontra-se em 84,69%. Mesmo com esses resultados, alguns grupos apresentam baixo índice, como as crianças, as gestantes e os adultos de 55 a 59 anos.


Apesar de o foco ser destinado aos adultos e aos professores, nesta última fase todas as pessoas que ainda não se imunizaram e que pertencem aos grupos de riscos devem realizar a vacinação.

No geral, a campanha é positiva, mas, para que seja eficiente, 90% de cada grupo prioritário precisam receber a vacina. “A gente pede que as mães levem os filhos para se imunizarem, que as gestantes e os adultos de 55 a 59 anos se vacinem. As pessoas não estão buscando, e isso é ruim, pois o inverno está chegando e elas ainda estão desprotegidas”, ressalta a gerente de saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Chaiana Mendes Marcon.


Os índices são praticamente os mesmos em toda a região. Idosos e trabalhadores da saúde foram os que mais procuraram imunização. “Alguns grupos, como crianças e adultos entre 55 e 59 anos, estão ainda com a cobertura abaixo do estimado e recomenda-se que os municípios avaliem suas estratégias e realizem a busca ativa. O movimento vem caindo semana após semana e isso nos preocupa. No primeiro momento, a procura foi muito grande, o que não permaneceu”, disse a coordenadora de Imunização da Regional de Saúde, Shaiane Salvador.

 

Faltam doses da vacina na rede particular em Tubarão

Quem não está nos grupos considerados prioritários para receber a dose da vacina contra a H1N1 pela rede pública, existe a oferta das clínicas particulares. Porém, em Tubarão, as doses da vacina contra H1N1 quadrivalente ou tetravalente, comercializadas pelo Complexo Médico Pró-Vida, já foram esgotadas em seu primeiro lote e há mais de 60 dias não há vacina no local.


“Imunizamos seis mil pessoas contra a gripe H1N1 no primeiro lote. Muitos profissionais de diversas áreas e médicos optaram por tomar a dose quadrivalente ao invés da trivalente oferecida pelo governo. Aguardamos agora a chegada de mais cinco mil doses, mas ainda não há prazos para fornecimento, já que o abastecimento na rede privada também está em falta”, explica o gerente geral Fábio Vandresen.


No Sesi em Tubarão, que também possuía a dose da vacina, a quantidade existente só foi suficiente para ser aplicada nos trabalhadores da indústria atendida pela rede. “Abrimos os pedidos em 28 de fevereiro e em 20 dias as doses já haviam se esgotado. Não foi sequer possível abrir para o público em geral. Estamos sem previsão de reposição, pois há falta das doses nos laboratórios”, disse uma funcionária do Sesi.

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