O destino do governador Carlos Moisés (PSL) e da vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) deve começar a ser definido na tarde de hoje. A partir das 15h, a Assembleia Legislativa fará uma sessão extraordinária para votar sobre a autorização ou não para abertura do processo de impeachment dos dois, eleitos em 2018. Serão necessários pelo menos 14 votos para que o processo não seja aberto.
Moisés está investindo na conquista do apoio dos quatro deputados da bancada do PT - Fabiano da Luz, Luciane Carminatti, Neodi Saretta e Padre Pedro. Até o momento, os petistas estão divididos. Metade da bancada acredita que o processo de impeachment é um golpe contra o governo Moisés, outra que ele não tem mais condições políticas de governar o Estado. Uma nova reunião será realizada no fim da manhã de hoje, horas antes da votação.
Estes quatro votos do PT poderiam se somar aos que já devem ser a favor do governador Moisés, como de Paulinha (PDT), José Milton Scheffer (PP), Vicente Caropreso (PSDB) e os pesselistas Coronel Mocellin e Ricardo Alba, do PSL.
Caso a abertura do processo seja aprovada hoje, o pedido será alvo de uma segunda votação, desta vez por uma comissão mista formada por cinco deputados estaduais escolhidos e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), definidos por sorteio.
Se o impeachment do governador for aprovado também nesta comissão mista, o governador e a vice são afastados do cargo por até 180 dias ou até que ocorra o julgamento, que será feito também por esse grupo de cinco deputados e cinco desembargadores, em uma nova sessão que inclui depoimentos de testemunhas e discussão sobre provas.