Após duas operações policiais, cinco servidores da prefeitura de Imbituba foram afastados de seus cargos. Os dois primeiros foram exonerados após a prisão de um deles no Rio Grande do Sul, registrada no sábado. O homem é acusado de tentar vender luvas cirúrgicas do município. Os outros três funcionários foram afastados preventivamente ontem, após cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Sobre a operação de ontem, uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) esteve na cidade e em Garopaba para cumprir 22 mandados de busca e apreensão, além de sete de prisão temporária. Três dos mandados foram cumpridos nas residências de três servidores da prefeitura de Imbituba. Na casa dos funcionários, os agentes recolheram arquivos para averiguação.
Os três servidores públicos, dois deles de carreira e um comissionado, foram levados pelos policiais para prestarem depoimento. O trabalho da polícia se estendeu durante toda a manhã na prefeitura de Imbituba, onde ficam as duas secretarias citadas na Operação Ordem Urbana: secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e secretaria da Fazenda (Sefaz).
Por volta de meio-dia, o prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior, deu uma coletiva sobre o assunto. “Esse processo (Operação Ordem Urbana) corre em segredo de justiça. O que sabemos é que se trata de um processo do Ministério Público de Garopaba, que envolveu os servidores públicos de Imbituba. O mais importante nesse momento é esclarecer os fatos e passar o máximo de informações à população”, fala o prefeito. Os nomes dos envolvidos e a participação no caso não foram informados pela polícia.
Casos seguem sob investigação
De acordo com Rosenvaldo, tanto o caso da tentativa de venda das luvas cirúrgicas da secretaria de Saúde da cidade, quanto o caso envolvendo os três servidores citados na investigação do Ministério Público, estão sendo apurados. “No mais recente, abrimos processos administrativos e de sindicância para vermos se houve alguma conduta indevida desses funcionários. Eles ficarão afastados, preventivamente, até que se concluam as investigações”, diz o prefeito.
Para o caso das luvas cirúrgicas, as equipes da secretaria de Saúde têm realizado um levantamento de tudo o que está armazenado no almoxarifado do órgão municipal. A intenção é descobrir se, além das máscaras cirúrgicas desviadas e apreendidas com um servidor no Rio Grande do Sul, mais algum material teria sido furtado de dentro da unidade.
“São notícias que preocupam e entristecem a cidade. Mas não escondemos nada embaixo do tapete. Infelizmente, as coisas ficam mais críticas nesse momento. Porém, não é por isso que vamos de deixar passar. Vamos levar ao fim todas as investigações. Qualquer dano será ressarcido e levado aos órgãos de Justiça”, completa Rosenvaldo.
Daiane Fernandes