Santa Catarina decidiu prorrogar por mais duas semanas as campanhas de multivacinação e vacinação contra a poliomielite. Uma oportunidade a mais para que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes com menos de 15 anos para atualizar a caderneta de vacinação. Com a prorrogação, as campanhas vão até o dia 13 de novembro em todos os 295 municípios catarinenses.
Nas primeiras três semanas de campanha, entre os dias 5 e 23 de outubro, foram vacinadas contra a poliomielite 168.825 mil crianças com idade entre um e menos de cinco anos, de um público-alvo de 342.825 crianças, ou seja, aproximadamente a metade do total de crianças que deveriam ter sido vacinadas.
De acordo com Shaiane Salvador da Luz, da Regional de Saúde em Tubarão, a campanha foi prorrogada porque muitos municípios estão com coberturas muito abaixo da preconizada pelo Ministério da Saúde, que é de 95% para a maioria das vacinas. “A média da região está em 66%, e teríamos que estar com uma média de 80%. Temos duas semanas e meia para alcançar a cobertura. E precisamos ter coberturas homogêneas, não apenas em um município ou outro. Senão, temos pessoas suscetíveis que podem ser contaminadas e causar um surto na região. Por isso, alcançar a meta em todos os municípios é importante”, enfatiza.
Na Amurel, metade dos municípios ainda não chegaram a 80% de crianças vacinadas: Gravatal, Imaruí, Imbituba, Laguna, Pedras Grandes, Pescaria Brava, Sangão, São Ludgero e Tubarão.
Sem vacina o risco é para todos
A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), Lia Quaresma Coimbra, alerta que a baixa cobertura vacinal é um risco para todos. “A vacina ainda é a forma mais segura e eficaz de prevenção de inúmeras doenças. Através da vacina já conseguimos eliminar do Estado doenças como a poliomielite, o sarampo e não queremos que elas retornem, por isso, a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada”, enfatiza.
O Brasil não detecta casos de poliomielite (paralisia infantil) desde 1990 e em 1994 recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território. Em Santa Catarina, os últimos registros da doença foram em 1989.