Elvis Palma/DS Ontem, com dez vereadores, a Câmara de Laguna realizou a primeira sessão após a prisão de três edis. A reunião foi feita sob a direção do vice-presidente Osmar Vieira. Os dez legisladores puderam comparecer à sede do Legislativo após autorização da Justiça. Todos estavam impedidos de acessar o prédio.
Em pauta, dentre os assuntos que ficaram engavetados por quase 30 dias, esteve a convocação de três suplentes do MDB que devem substituir os vereadores: Cleosmar Fernandes (presidente da Câmara), Thiago Duarte e Valdomiro Barbosa, que seguem presos desde o fim de setembro.
De acordo com o assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Laguna, Juliano Neves, conforme o regimento interno, a convocação dos suplentes se dá 30 dias após o afastamento do vereador que assumiu a vaga após a eleição. “Esse prazo se encerra no sábado. Acredito que na segunda-feira os suplentes já sejam convocados”, informa Juliano.
A Operação Seival 2, que prendeu três vereadores e um secretário da cidade, mira um grupo de empresários, servidores e agentes políticos que estariam envolvidos em fraude a licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.
As investigações também apuram a participação de novos integrantes do grupo que possuem estreita ligação com as pessoas inicialmente investigadas pela polícia e denunciadas pelo Ministério Público.
Prefeitura de Laguna abre auditoria interna
Após realização da Operação Seival 2, que prendeu três vereadores de Laguna e o agora ex-secretário de Obras Renato de Oliveira, a prefeitura abriu uma auditoria interna para apurar os fatos apontados pela investigação. A investigação tem 30 dias para ser concluída, prazo que pode ser ampliado em mais 30.
A portaria que abre a auditoria foi publicada ontem. O objetivo é apurar a “eventual participação envolvendo servidores do Poder Executivo, e/ou prestadores de serviços”. Segundo o documento, a auditoria será feito pela Controladoria Interna (CI), que pode convocar servidores para compor a equipe necessária para cumprimento das funções designadas.
As análises vão ser concentradas em processos licitatórios e eventuais execuções desde 2015, incluindo a contratação de empresas no regime horas-máquinas, de iluminação pública, locação de veículos, a forma de contratação de bolsistas das frentes de trabalho da Fundação Irmã Vera e eventuais alterações no plano diretor, desde sua elaboração em 2013, identificando eventual beneficiário.
A auditoria também pode requerer abertura de sindicância ou processo disciplinar, inclusive com afastamento de servidor.