Marina de Albuquerque
Jornalista
Quando comecei a escrever “A casa na lua”, pensei em um livro de literatura, mas usando as ferramentas que eu tinha. Experiências vividas, lugares que visitei, mas também assuntos que se fazem importantes, num momento da história em que o intelecto, a filosofia, as artes estão sendo banalizados, ou mesmo esquecidos. Penso que são assuntos que deveriam fazer parte da grade curricular das escolas, assim como a ciência e também a história, que vem antes da colonização europeia e antes do nascimento de Jesus Cristo.
Eu tive aulas de filosofia e ciências na escola, acho muito importante ter esse conhecimento. A filosofia, por exemplo, me ajudou em muitos casos relacionados à minha vida pessoal. Porque com esse conhecimento você percebe que é natural estar triste, pensativo e com vontade de ficar sozinho às vezes, sem que isso seja uma doença. Você se conecta com sua mente e sabe que pode se conhecer, sem problemas em pensar por si mesmo e ir até o fundo, se preciso, para se entender, e assim entender o outro. Então, com acesso a esses canais, muito mais pessoas teriam prazer com o autoconhecimento e não estariam tão ansiosas por acharem que estão doentes.
Apesar de o meu livro não ser didático, e não ser juvenil, tenho a pretensão de alcançar os jovens. “A casa na lua” é o começo de uma série, pois sinto que os personagens criaram vida própria e estão esperando a continuação de suas histórias. Isso acontece na literatura. Os personagens querem continuar contando suas histórias.