Kamila Melo/Decom/PMT/DS No esporte, o caminho para ser campeão é longo e cheio de desafios. Envolve sacrifícios, foco e dedicação. Quando começou a praticar caratê, Laura Losekann viu a casa pegar fogo e quase desistiu do sonho de se tornar uma atleta de elite.
Com persistência e ajuda de amigos e familiares, a jovem manteve a força, e hoje é a única tubaronense a integrar a Seleção Brasileira Adulta de Kumite. No entanto, o grupo verde e amarelo trouxe à tona a ansiedade. “Não conseguia colocar na minha cabeça que é um passo de cada vez, que são degraus a serem percorridos”, relata a jovem.
Para criar essa maturidade e aumentar sua performance, há três meses a atleta está contando com o auxílio da psicóloga esportiva Gisele Santinoni. Baseada em estudos comprovados, a profissional aplicou na atleta a neurometria funcional, ciência que potencializa a saúde física e mental. Ela explica a necessidade de manter o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático. “Por exemplo, se o parassimpático não estiver ativado como deveria, existe dificuldade em encontrar a homeostase. Assim também acontece com o simpático. Se durante uma luta ele não estiver respondendo como deveria, o desempenho é sem energia, disposição”, complementa.
Dos tatames para as piscinas, o nervosismo antes de encarar a competição continua. Desde que começou a treinar natação, Pedro de Medeiros ficava resistente ao encarar a pressão dos campeonatos. “Principalmente quando ele não gostava do resultado”, observa André Lemos, técnico da Associação Tubaronense de Natação (ATN). Com o treinamento psicológico, a evolução de Pedro é visível não só no número de medalhas, como no relacionamento com o treinador. “Consegui chegar bem mais longe”, revela Pedro. Segundo André, o garoto passou a ouvir mais os conselhos técnicos, além de saber lidar melhor com situações inesperadas e frustrações.
Humildade e orgulho
“Sentir-se orgulhoso, superior aos outros, é diferente de você sentir orgulho de quem é. Isso é positivo. Agora, ser humilde é você acreditar na sua capacidade e ter confiança no seu trabalho, sem abaixar ninguém. Diferente de se humilhar, enxergando-se inferior aos demais”, afirma o psicólogo esportivo Grasiane de Oliveira.