Arquivo pessoal/DS Das quadras de Gravatal para as grandes competições de vôlei na Europa. A rotina de treinos e jogos vem fazendo com que a jogadora catarinense Carla Michels, de 29 anos, ganhe destaque no velho continente.
A história de Carla com o esporte começou cedo, aos oito anos de idade. Profissionalmente, ela já atua desde os 15. “Isso sempre na cidade em que nasci, em Gravatal. Aos 17, saí de casa pela primeira vez para integrar a equipe do Blumenau, onde fiquei por dois anos, e fomos campeões de todos os campeonatos que disputamos no Estado. Nesse tempo, continuei atuando também na seleção juvenil de Santa Catarina, disputando o Campeonato Brasileiro”, conta a atleta.
Ainda jovem, ela recebeu propostas para jogar nos Estados Unidos. “Mas o medo de sair sozinha do país, naquela época, fez com que eu recuasse. Mesmo assim, continuei participando de competições no Estado, representando Morro da Fumaça e
Criciúma. Em 2012, joguei pelo São José, e no ano seguinte, pelo Chapecó. No time do Oeste, fomos campeões nos Jogos Universitários Brasileiros e na Liga Nacional Sub-23 Regional”, revela Carla.
As conquistas no Estado não fizeram com que Carla deixasse de planejar voos mais altos: jogar vôlei numa equipe europeia. O sonho virou realidade em 2015. “Sempre foi meu sonho vir para a Europa como atleta profissional. Há quatro anos, tive a oportunidade de jogar em um clube de Portugal, o Kairos, no qual o técnico era brasileiro. Fiquei ali por dois anos. Na primeira temporada, na 2ª divisão, fomos campeãs invictas, sem perder um set. Entre 2016 e 2017, fomos campeãs do Nacional e ficamos em terceiro na Superliga de Portugal. Nesse campeonato, fui considerada a segunda melhor
bloqueadora de Portugal, e fiquei em terceiro como melhor saque”, afirma.
CARTEIRA ASSINADA
Em 2017, a catarinense se mudou para a Espanha, onde integrou a equipe do Playa Madrid. Agora, ela atua no Stella-Es Calais, da França. Ali, tem a companhia de outra brasileira, a xará paranaense Carla Moreira. “Antes, no Brasil, vivia do vôlei, mas nunca tive uma carteira assinada. E na França e em Portugal o esporte é considerado como outro trabalho qualquer, o que é muito mais seguro para nós, atletas”, relata Carla.