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RENATA DAL-BÓ

01/10/2025 06:00

Bate-Papo Literário: 9 anos de histórias

Quando o Bate-Papo Literário começou, em 26 de setembro de 2016, eu acreditava que não passaria de trinta episódios – o número de membros da Acatul (Academia Tubaronense de Letras), que eu supunha serem os únicos escritores de Tubarão.

Logo no primeiro programa, tive a honra de receber meu querido confrade Pedro Antônio Corrêa, o Senhor das Artes, membro fundador da Acatul. A partir daí, descobri que nossa cidade e região guardavam uma riqueza imensa de escritores, de diferentes gêneros, estilos, vozes e sonhos. O que parecia limitado revelou-se vasto e pulsante.

Vieram então os encontros semanais, cada um revelando um novo nome da nossa literatura. E quando a pandemia chegou, em vez de interromper o caminho, abriu horizontes. As entrevistas online permitiram que o Bate-Papo atravessasse fronteiras, conectando-nos a escritores de diferentes estados e países. Assim, o programa ganhou o mundo sem perder suas raízes, mantendo sempre a prioridade de dar espaço aos autores da região.

Hoje, ao olhar para trás, vejo que foram quase 400 entrevistas. Escritores, professores, leitores, acadêmicos, apaixonados pela palavra. Todos deixaram sua marca nesse espaço que nasceu em Tubarão, mas se expandiu muito além do que imaginei.

Nada disso teria sido possível sem o apoio fundamental de Ildo Silva, diretor da UniTV, que acreditou na ideia desde o início e me abriu as portas da emissora. Foi dele a confiança que transformou um sonho em realidade, permitindo que o programa encontrasse seu público e crescesse ao longo dos anos.

O Bate-Papo também floresceu graças aos parceiros que acreditaram no projeto e caminharam conosco: Yázigi Tubarão, Academia Tóia, Studio Morgana Anacleto, Editora Vitelli Publisher e Gráfica e Editora Copiart. A cada um, minha profunda gratidão por caminharem conosco nessa jornada em prol da escrita.

Nove anos depois, percebo que o programa se tornou mais que entrevistas. É um lugar de memória e de afeto, uma vitrine para talentos, uma ponte entre gerações. É a prova de que, quando abrimos espaço para ouvir, descobrimos que a literatura é inesgotável – feita de muitas vozes, múltiplos olhares e histórias que se entrelaçam.

Se no início pensei em trinta episódios, hoje sei: não há contagem capaz de medir o caminho da palavra. Enquanto houver livros a lançar, autores a revelar e leitores dispostos a ouvir, o Bate-Papo Literário seguirá em frente, celebrando a vida através das palavras.

Diário do Sul
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