Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
Quase toda discussão política no Brasil ultimamente (e em outros países também) parte de vieses conceituais ou de militância mesmo, no contexto da “esquerda” ou da “direita”. Mas há muito engano, desconhecimento e precariedade na maioria dos argumentos.
Fui pesquisar. Primeiro o que significa “direita” e “esquerda”?
Os termos surgiram durante a Revolução Francesa (1789), quando, no parlamento, à direita do presidente da Assembleia sentavam-se os defensores da monarquia e da ordem estabelecida; à esquerda, sentavam-se aqueles que defendiam reformas políticas e maior igualdade entre os cidadãos.
Para compreender os conceitos, uma das principais referências é o filósofo e cientista político italiano Norberto Bobbio (1909–2004). Em seu livro “Direita e Esquerda” (1994), ele propõe que a diferença mais consistente entre essas duas tradições políticas está na maneira como encaram a “igualdade”.
Segundo Bobbio, a questão não é se um lado é “a favor” e o outro “contra” a igualdade. Ambos a valorizam, mas atribuem a ela pesos diferentes.
De modo geral, a esquerda entende que muitas desigualdades sociais não decorrem apenas de diferenças naturais entre as pessoas, mas também da forma como a sociedade está organizada.
Por isso, costuma defender que o Estado pode atuar, por meio de políticas públicas, para reduzir desigualdades de renda, de oportunidades e de acesso a direitos. Em termos gerais, quanto maior a prioridade que uma corrente política dá à redução das desigualdades sociais, mais à esquerda tende a estar.
Já a direita, de modo geral, entende que parte das diferenças entre as pessoas decorre de fatores como talento, esforço, escolhas, tradição ou funcionamento da própria sociedade, e que nem todas as desigualdades podem ser eliminadas. Por isso, costuma valorizar mais a liberdade individual, a propriedade privada e a economia de mercado, defendendo limites para a atuação do Estado. Em termos gerais, quanto maior a aceitação dessas diferenças e maior a ênfase na liberdade individual, mais à direita tende a situar-se uma corrente política.
Essas definições, no entanto, representam tendências gerais, e não regras absolutas. Existem diversas correntes de direita e de esquerda, com diferenças significativas entre si.
Em síntese, a interpretação de Norberto Bobbio continua sendo uma das formas mais úteis para compreender a distinção entre direita e esquerda, mas ela não esgota a complexidade do debate político atual.
Mas, quem tem lido Bobbio hoje em dia, né? Ou melhor: quem tem lido hoje em dia?
Xingamento
Prevejo alguns xingamentos que serão utilizados no futuro, tipo:
- E teu pai, que farmava aura!
Gripe
Um amigo meu, com dor na consciência, me contou que, na terça-feira, saiu mais cedo do trabalho, fingindo estar gripado. Só que, na quarta, dois colegas dele não foram trabalhar, alegando que pegaram a gripe dele e estavam muito mal.
Feijuca
Registro da bem organizada Feijuca, no final de semana, com a chef Fernanda Carvalho, muito elogiada pela iguaria preparada, e um dos organizadores, Alessandro Neves, elogiado pelo conjunto da obra. Que venha a próxima edição!
Alex Bitten
O escritor Alexandre Bittencourt, ou Alex Bitten, como tem assinado suas obras, festeja aniversário hoje e recebe o carinho dos familiares, amigos e fãs. Grande abraço, confrade!
Coronel Armando
Com ligações em Tubarão, onde já comandou a Companhia do Exército e participou de alguma entidades, o ex-secretário estadual da Defesa Civil, Coronel Armando, teve sua candidatura a deputado federal homologada no último final de semana, durante a convenção do Progressistas. Sucesso, amigo!
Frase solta, que deveria estar presa:
“Aparentemente, ficar na sua e não incomodar as pessoas incomoda as pessoas...”