Trilho, trilhar, trilha.
Estes vocábulos nos remetem a um pensamento que pressupõe um destino, além de sugerir um caminho seguro.
Na Trilha é uma linda canção da Suíte do Grand Canyon, composta por Ferde Grofé, cuja melodia sugere um burrico percorrendo uma trilha naquele fantástico acidente geográfico da grande nação do norte.
Trilho é um componente de via férrea que fugiu aos domínios da terminologia ferroviária e passou à linguagem coloquial.
“Andar nos trilhos” significa hoje percorrer o bom caminho, comportar-se.
No entanto, por vezes, na vida afetiva a linha se bifurca à nossa frente e, em certas instâncias, não sabemos escolher o caminho a percorrer.
Na decisão, pode pesar o fator puramente pessoal, quando escolhemos um deles e somente nós arcamos com as consequências: um novo emprego? Mudança de domicílio?
Mais complicado e angustiante, no entanto, é quando a nossa opção afeta uma segunda pessoa, que pode ser um ente querido ou que não é mais tão querido como dantes, mas que de alguma maneira irá sempre representar uma perda sentimental.
Mas a bifurcação do trilho pode representar apenas um desvio onde, parados, podemos pensar, ponderar, revalorizar atitude e a decisão e lá adiante, quando eles se reunirem, voltamos ao bom caminho, novamente em direção a um final feliz que estará à nossa espera na última estação.