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Restos mortais encontrados em lixão


Resíduos como caixões, urnas funerárias, roupas, material de varreção, plásticos, embalagens de produtos químicos e até mesmo restos mortais foram encontrados ontem depositados de forma irregular em um terreno da prefeitura de Tubarão. Restos de móveis, de material de construção e madeira também estavam depositados no local, um terreno nos fundos do cemitério Horto da Saudade. Segundo o delegado André Luis da Silveira, responsável pela Delegacia de Delitos de Trânsito e Crimes Ambientais, o local não tem licença pra funcionar como aterro. A Divisão de Crimes Ambientais chegou até o lixão clandestino através de denúncias. O terreno já estava sob vigilância há três dias. O local foi interditado e inquérito foi aberto pela polícia. De acordo com o delegado, na manhã de ontem foi flagrado um caminhão também da prefeitura fazendo o depósito de resíduos no terreno. “Conduzimos duas pessoas à delegacia, mas optamos por não fazer o flagrante, até porque entendemos que a responsabilidade não é do motorista, mas sim que ele estava a mando de alguém”, afirma o delegado. Segundo ele, os materiais que estavam sendo depositados ontem não eram oriundos de cemitério, mas de limpeza de terreno. De qualquer forma, caracteriza o crime contra o meio ambiente, já que os resíduos estavam depositados em local irregular. No terreno, diz André, foram encontrados resíduos de caixões e roupas, urnas funerárias e até mesmo restos mortais. “O caminhão e o terreno eram da prefeitura. Nós vamos agora, junto às autoridades municipais, apurar as responsabilidades de quem estava ordenando que se jogasse o lixo no terreno”, completa. O assunto foi abordado na sessão da Câmara de Vereadores de ontem, pelo vereador Lucas Esmeraldino. Lucas cobrou explicações da prefeitura sobre o caso. O DS tentou falar com o secretário de Infraestrutura, Ismael de Medeiros, mas ele não atendeu o celular. A prefeitura de Tubarão, no início da tarde, informou que talvez se pronunciaria através de nota oficial no fim do dia, que foi quando divulgou nota afirmando que “o ato praticado pelo município refere-se apenas ao depósito da grama cortada em uma escola municipal. Esse fato não se constitui nenhuma irregularidade, pois não é necessário o licenciamento ambiental para o referido descarte. Em relação aos demais materiais provenientes do cemitério encontrados nas proximidades, ressalta-se que os mesmos já estavam ali depositados há vários anos”, diz a nota. A prefeitura disse ainda que, com o episódio, a municipalidade tomou conhecimento e, “apesar de não ser de sua responsabilidade, já determinou a apuração dos fatos”. Fatma vai autuar órgão De acordo com a engenheira sanitarista e ambiental da Fatma, Myllene de Oliveira Küerten da Silva, que também esteve no lixão clandestino ontem, havia a disposição irregular de resíduos e também a queima a céu aberto. “Agora nós vamos autuar o órgão e convocar a prefeitura para regulamentar a situação no local”, aponta Myllene. Conforme ela, não é possível afirmar que houve contaminação do ambiente, mas existe risco. “Há, por exemplo, risco de contaminação do lençol freático, principalmente nesta época de chuvas”, aponta.







 




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