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Herança maldita segue sem solução


Há mais de 20 anos que moradores da localidade de Ilhotinha, em Capivari de Baixo, convivem com uma "herança maldita" da Sul Química, empresa de derivados de petróleo que fechou as portas na década de 90 e deixou sem solução uma lagoa onde foram depositados milhares de litros de óleo e derivados. Em época de chuva, como a de agora, o local transborda e o material escorre, causando mau cheiro e sujeira em uma área rural. Há anos que o Ministério Público, prefeitura de Capivari de Baixo, Câmara de Vereadores, órgãos ambientais e empresas como a Tractebel se mobilizam para promover a retirada dos dejetos e fazer recuperação da área degradada, só que a iniciativa esbarra em inúmeros obstáculos. Um deles é o inquérito civil que trata da falência da Sul Química, ainda em tramitação da Justiça. "Encaminhamos ao juiz de Capivari de Baixo a ação civil pública que trata da falência. Isso também precisa ser resolvido pela Justiça, só que o principal problema dessa lagoa de óleo é o alto custo de recuperação", ressalta o promotor de Justiça Sandro de Araújo. Um estudo preliminar feito pela Tractebel estima que seriam necessários cerca de R$ 9 milhões para a retirada de todos os dejetos e recuperação da área que tem uma lagoa principal e outras pequenas lagoas e valas. Tudo cheio de óleo, além de lixo e entulho. O curioso é que, após a falência da empresa, os funcionários chegaram a impedir a retirada do material, que hoje virou um grave problema ambiental. Na época, os rejeitos de óleo ainda tinham algum valor comercial e poderiam ser reaproveitados por alguma empresa química, o que ajudaria no pagamento de dívidas com bancos e fornecedores, indenizações e demais encargos trabalhistas. A prefeitura de Capivari de Baixo admite que não vê a hora de se livrar do açude negro, mas sozinha não teria condições de arcar com uma despesa milionária. Como medida paliativa, a Defesa Civil, nos últimos dias, reforçou a contenção do morro onde está o lago com terra, lona impermeável e pedras para impedir que os dejetos cheguem a uma estrada e campo onde há inúmeras criações de gado. "O mau cheiro do óleo queimado fica o tempo todo. Quando a lagoa transborda, a sujeira escorre para todos os lugares", reclama o estudante Murilo Firmino, morador de Ilhotinha. Juridicamente, a solução dessa situação caberia à massa falida da Sul Química ou herdeiros dos antigos proprietários, mas de acordo com o promotor Sandro de Araújo, o patrimônio dos eventuais ou possíveis responsáveis não chega a R$ 200 mil. Pelo menos a curto ou médio prazo essa situação não deve ganhar uma solução definitiva.







 




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