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11/04/2019, 06:00

Cuidados com a saúde começam cedo


 
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Quem é pai sabe da dificuldade de fazer os filhos se alimentarem de forma saudável. A dificuldade de criar uma rotina alimentar equilibrada é bastante comum, pelo menos é o que mostram os dados divulgados em 2013 pela Pesquisa Nacional de Saúde.

Os números revelam que houve uma diminuição do consumo de alimentos básicos e um aumento de alimentos ultraprocessados. Segundo a pesquisa, 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerantes regularmente, e 60,8% das crianças menores de dois anos consomem biscoitos e bolachas recheadas.

Tendo em vista que os hábitos alimentares adquiridos na infância poderão ser levados durante toda a vida da pessoa, é importante começar desde cedo. “Jamais force a criança a comer algo. Isso cria uma ansiedade e pode dificultar as coisas mais à frente. Com certeza, nós, adultos, temos algum alimento que não gostamos porque, quando criança, fomos forçados a comer”, explica a nutricionista e professora da Unisul Lucimara Tábata Martins.

Uma tática muito comum utilizada por pais e responsáveis para que o filho consuma salada ou esvazie o prato é oferecer recompensas. Segundo a nutricionista, isso faz com que a criança não aprenda a consumir determinado alimento porque faz bem para a saúde, mas, sim, porque irá ganhar um doce depois.

“Os responsáveis por esta criança são o espelho dela. Não posso dizer ao meu filho que ele não pode consumir refrigerante se eu o oferto no almoço da família. A mudança deve ser de todos. Sempre digo que precisamos reservar um tempo para preparar nossas refeições. O mais importante é mostrar aos pequenos que o consumo de doces, salgadinhos e outras guloseimas é exceção, e não a regra”.


Preocupação em casa ou nas escolas

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é uma iniciativa do governo federal e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento, aprendizagem e formação de hábitos alimentares saudáveis de alunos da rede pública. Algumas medidas para tentar driblar a oferta de alimentos não tão nutritivos nas cantinas escolares já foram tomadas. Uma delas, criada em 2011, em Santa Catarina, dita que nenhuma escola (pública ou privada) pode comercializar balas, pirulitos, gomas de mascar, refrigerantes e sucos artificiais, salgadinhos industrializados, salgados fritos e pipocas industrializadas.



Veja tudo sobre: saúde, alimentação
 


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