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14/03/2019, 06:00

Superação do medo de transplante


Tatiana Dornelles 
redacao@diariodosul.com.br
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Dona Jurema Mendes Cardoso, de 72 anos, passou por transplante de rim em outubro do ano passado. Ela recebeu o órgão de um rapaz que sofreu um acidente em Criciúma. E, no Dia Mundial do Rim, celebrado hoje, a idosa conta a própria história.

Dona Jurema descobriu que tinha problemas renais há cerca de 30 anos. Fez hemodiálise por um tempo, enquanto aguardava a chamada para o transplante. Ficou na fila de espera por três anos e, durante este período, foi acionada quatro vezes.

“Na primeira vez que me ligaram, tive muito medo, e não quis passar pelo procedimento. Na segunda, o rim não estava bom para ser transplantado. A terceira vez que me ligaram foi um dia antes da formatura do meu filho, e fiquei com medo de não voltar. Então, não fiz. Até que, na quarta vez, superei o receio e resolvi encarar o transplante”, conta.

O procedimento foi realizado no dia 15 de outubro do ano passado. “Foi supertranquilo, não houve rejeição, e estou bem. É muito melhor passar pelo transplante do que pela hemodiálise. Se soubesse, teria enfrentado antes. Basta acreditar que vai dar certo e dará”, diz Jurema.

O problema renal foi descoberto em um dia em que Jurema acordou se sentindo muito mal, fora de si. Havia perdido a noção das coisas ao redor. “Fizeram um cateter, e daquele dia em diante comecei a fazer hemodiálise. Foram três anos assim, até que fiz o transplante”, ressalta.   

O rim é o órgão responsável pela filtragem de substâncias tóxicas, e é importante para o funcionamento do organismo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, no Brasil houve um aumento de quase 200% de pacientes com doença renal crônica, que precisam de diálise – de 42 mil para 122 mil pessoas entre 2000 e 2016.

Além disso, a estimativa é de que 850 milhões de pessoas no mundo tenham doença renal decorrente de causas variadas, de acordo com a Sociedade Internacional de Nefrologia. A doença renal crônica  possui uma taxa crescente de mortalidade, que atinge 10% da população mundial e, na maior parte das vezes, é silenciosa.

Doença renal pode ser silenciosa
Sintomas – A doença renal pode ser silenciosa. Os sintomas do início do quadro podem ser: fadiga, sonolência, coceira, náusea, dormência de mãos, pés, mau hálito e alteração de apetite. Além disso, a diminuição na quantidade e frequência de urina pode ocorrer.

Diagnóstico – Os problemas renais podem ser identificados pela análise de urina e/ou do sangue. O que determina o quadro é o nível de proteínas, como a albumina (urina) e a creatinina (sangue), em proporções instáveis.

Prevenção – Controle dos quadros de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares são fundamentais para evitar a falha renal. Além disso, a dieta com baixos níveis de sal e açúcar, a prática de exercícios, o controle da pressão arterial, a eliminação do tabagismo e exames periódicos são relevantes para a prevenção.

Tratamento – O paciente possui algumas frentes terapêuticas para a reposição da função renal nos quadros de insuficiência: diálise, nos formatos peritoneal e hemodiálise; medicamentos e transplante.



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