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09/03/2019, 06:00

Violência contra mulher gera preocupação na região


Daiane Fernandes 
redacao@diariodosul.com.br
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Créditos: Câmara: Eduardo Zabot/DS

A violência contra a mulher foi um dos temas discutidos durante a audiência pública realizada na sexta-feira, na Câmara de Vereadores de Tubarão. Para se ter uma ideia do dado alarmante, no Estado são dez feminicídios somente nos primeiros meses do ano. O número dobrou se comparado ao mesmo período de 2018.

Na Amurel, não há registro deste crime. O que preocupa as autoridades é a crescente da violência doméstica.

Segundo a delegada Carolini de Bona Portão, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Tubarão, ainda há muitos casos que nem sequer são denunciados. “Infelizmente, o Dia da Mulher (comemorado na sexta-feira), na situação que estamos vivenciando, não pode ser comemorado. A violência contra as mulheres está cada vez maior”, diz a delegada.

Episódios de violência contra a mulher são recorrentes. “E se engana quem acha que a violência escolhe classe, grau de instrução e outros. Ela atinge todas as esferas, e o que mais nos preocupa é que muitos destes nem sequer são denunciados e são levados ao conhecimento da polícia”, diz Carolini.

Ainda sobre os casos de violência, grande parte dos agressores tem relação próxima com a vítima, como namorados, maridos e outros. De acordo com o
vereador Paulo Henrique Lúcio, autor do pedido para a audiência, o debate é importante para elencar propostas para ajudar na causa. “Precisamos fazer essa discussão sempre. Os números de casos de violência contra as mulheres estão banais”, fala o vereador.

Para ele, é preciso que a luta em prol das mulheres seja de toda a sociedade. “Elas também precisam estar neste debate. Que se façam presentes no meio político. É uma força a mais pelo direito de todas elas”, comenta Paulo.


Vítimas de crime são acolhidas

Paralelo às ações feitas pela região, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Tubarão tem promovido encontros com mulheres vítimas de violência doméstica. Todas as terças e quintas-feiras, a partir das 14h, o setor de psicologia da delegacia acolhe as vítimas.

“Todas as mulheres que precisam deste acolhimento são bem-vindas. Não precisa haver denúncia contra o agressor para estar conosco. Além disso, mantemos o anonimato da vítima. Mas, ainda assim, aproveitamos a data do Dia da Mulher para encorajar as vítimas para que façam a denúncia. Basta de violência”, diz a delegada.



Veja tudo sobre: dia da mulher, feminicídio, violência doméstica
 


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