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12/02/2019, 06:00

Para estudar, jovem fica em barraca


Tatiana Dornelles 
redacao@diariodosul.com.br
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Aos 29 anos, o baiano José Lima Cardoso resolveu estudar o curso técnico em Agronomia, em Orleans. A forma como chegou e se “hospedou” na cidade chamou a atenção: para poder estudar, ele estava em uma barraca.  

Em agosto de 2017, o jovem resolveu tirar um ano sabático. Colocou o pé na estrada, partindo de São Paulo, onde morava, e passando por várias cidades, inclusive de outros países, como Argentina e Chile. No início deste ano, decidiu se matricular na Unibave para fazer o curso.

“Montei a barraca no Corpo de Bombeiros de Orleans. Era para ficar um dia, mas acabei ficando uma semana. Como não tinha internet, eu ia sempre na universidade, e foi lá que vi um cartaz para dividir apartamento e sair da barraca”, conta José.

Segundo ele, tudo começou em agosto de 2017, quando decidiu sair da casa dos pais e tirar um ano sabático. Com a mochila nas costas, parou em várias cidades, trocando trabalho por hospedagem em hostel ou pousadas. “Fiquei uma semana no Rio de Janeiro, dois meses em São Paulo. Depois, de janeiro a maio do ano passado, fui para a Argentina e, posteriormente, para o Chile, onde fiquei mais três meses”, explica.

Da Argentina, José voltou ao Brasil, mais especificamente para a capital catarinense. “Em Florianópolis, tive que pagar hospedagem, então trabalhei bastante em pousada, precisava me virar. Nesse tempo, já estava decidido a vir para Orleans para estudar. Para isso, trabalhei por mais 15 dias e quase desisti, pensei em adiar os estudos, mas voltei atrás e vim”, ressalta.

Durante as viagens, o jovem passou muito perrengue. “Eu evolui, cresci, foi uma experiência bacana. Fiquei em lugares diversificados, com pessoas de todos os jeitos, e isso me fez mudar. A convivência com outras pessoas me ajudou muito, pois eu era extremamente tímido. Hoje, minha visão de mundo mudou, está mais ampla, não existem fronteiras, e posso ir para onde eu quiser”, reforça.

José já se matriculou para o curso técnico e, futuramente, pensa em fazer faculdade de Veterinária. “Cheguei aqui no dia 4 sem ter onde ficar, somente com o dinheiro para a matrícula e a mensalidade. Como não teria dinheiro para bancar hospedagem, arrumei um local para a barraca”, acrescenta.


Curiosidade

Segundo o jovem José Lima Cardoso, ao chegar em Orleans e contar sua história, as pessoas ficavam perplexas. “Contei que não tinha dinheiro suficiente para pagar aluguel e estava em uma barraca. Acho incrível esse apego que as pessoas têm quanto a precisar de um lar. Tentaram me ajudar na assistência social do município, na secretaria da Unibave, mas não conseguiram. Então, descobri esse apartamento, com preço bom. As coisas estão disponíveis, basta a gente ir atrás”, acrescenta.



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