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08/02/2019, 06:00

Campo volta a atrair jovens


 
redacao@diariodosul.com.br
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Durante muito tempo, o êxodo rural, principalmente de jovens, foi um assunto que preocupou famílias e a própria economia, que não via continuidade nos trabalhos voltados ao agronegócio. Mas hoje, com o uso da tecnologia, principalmente, e as novas aberturas de mercado, a situação mudou e está até se invertendo.

Os jovens estão buscando a profissionalização, e voltam ao campo para dar continuidade, de forma ainda mais profissional, aos negócios da família.

Carolina Rohling cresceu em meio aos animais da propriedade rural dos pais. Após concluir o ensino médio, decidiu que ficaria auxiliando os pais na atividade agropecuária, e buscou profissionalização.

“Comecei a ajudar bem nova no serviço do campo. Acho que eu tinha nove anos, por aí, e eu sempre gostei, sempre. Não tinha como escolher outra profissão. Talvez tivesse, mas eu não iria gostar tanto”, revela Carolina, que hoje é técnica em Agronegócio.

Ela conta que ouviu falar sobre o curso e se inscreveu para aprimorar os conhecimentos, principalmente na área de gestão de negócios. Para a jovem, as aulas, o contato com as pessoas e a troca de experiências foram ótimas. “Também aprendi muita coisa com os meus colegas que são produtores ou estão ligados ao meio rural. Isso não tem preço”, afirma a jovem de Braço do Norte.

Com relação ao projeto de conclusão de curso, Carolina pretende implementá-lo futuramente na propriedade da família, que é criadora de suínos. “Consiste em um plano de negócios para a comercialização de adubo orgânico, que é o resultado de um arranjo tecnológico para o tratamento de dejetos suínos. A intenção é fazer desse plano uma segunda fonte de renda”, prevê a jovem.

Carolina destaca que seguir a carreira dos pais foi uma escolha. “Meus pais sempre me incentivaram a permanecer com eles. Mas me deram espaço para tomar decisões, criar ideias e desenvolvê-
las. E foi o que fiz e irei continuar fazendo. Gosto do meu trabalho no campo”, revela.

 

Qualificação é necessária para se manter no campo nos dias atuais

Assim como Carolina, outros 26 jovens buscaram qualificação para se manter no campo. Tudo através do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC). Eles foram a primeira turma do curso técnico em Agronegócio da rede e-Tec, em Braço do Norte. O curso, que teve 80% da carga horária a distância e 20% presencial, capacitou os profissionais para desenvolver atividades de gestão do agronegócio em diferentes funções em empresas comerciais, estabelecimentos agroindustriais, assistência técnica, e também extensão rural e pesquisa.

Diego Bianco Böger, de 28 anos, é filho de produtores rurais, e encontrou no curso técnico o que procurava para aperfeiçoar seus conhecimentos. “Nas disciplinas práticas, vivenciamos ainda mais a realidade do agronegócio”, observa.

Ele relata que, a partir do curso, passou a visualizar o setor de forma diferente, enxergando novos horizontes e buscando cada vez melhorar mais na atividade. Em seu TCC, Diego teve como foco um protótipo de automação para o melhoramento da produção de hidropônicos com arduíno.

O protótipo efetua a leitura de grandezas do ambiente de produção de hidropônicos e as disponibiliza para visualização no smartphone. “Como sempre gostei de tecnologias, busquei inseri-las no setor do agronegócio, pois os recursos são inúmeros”, reforça. Com o término do curso, Diego pretende continuar atuando no agronegócio, empregando os conhecimentos que adquiriu, em busca de melhores resultados.

 

Futuro do agro é o foco

O Sindicato Rural de Braço do Norte é parceiro na execução do curso. O presidente Edemar Della Giustina participou das bancas dos TCCs no ano passado e ficou emocionado com o que presenciou. “Me sinto feliz em ver os resultados. O sistema luta pela nossa categoria e traz para Braço do Norte esse curso, que é tudo o que os produtores precisavam”, fala Edemar. “Com essa formação técnica, os profissionais tornam-se aptos a identificar, analisar e buscar melhorias para as principais potencialidades, limitações e desafios do setor”, diz o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, o curso também prepara os profissionais para identificar oportunidades e acompanhar planos e estratégias de marketing. “Temos uma agricultura rica e diversificada no território catarinense. Nosso clima é favorável para a produção. A sanidade animal é de excelência e serve de exemplo para o restante do país”, observa.



 


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