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11/01/2019, 06:00

Determinação e vitória na Corrida de São Silvestre


 
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Correr a São Silvestre era um sonho para Rosane Floriano Elias, de 42 anos. No último dia 31 de dezembro, ela não apenas estreou na famosa prova, como fez o melhor tempo de sua categoria. Além do primeiro lugar, a moradora de Tubarão também comemora a vitória na superação de obstáculos.

A história de superação de Rosane começou após um acidente doméstico que lhe provocou queimaduras graves, quando tinha apenas sete meses de vida. Por conta disso, ela perdeu o braço direito.

“Os médicos disseram à minha mãe que eu dificilmente escaparia. Fiquei seis meses internada. Hoje, estou aqui, viva, e acho que posso servir de exemplo pra muita gente que vive reclamando da vida”, comenta a corredora.

Rosane se emociona ao se lembrar das dificuldades e dos preconceitos que enfrentou para superar a deficiência. Há cerca de três anos a corrida passou a ser uma aliada nessa trajetória.

“Eu sempre tive vontade de correr, mas só fazia algumas caminhadas. Foi por conta da indicação de uma amiga que acabei indo treinar na
Run4health, com o técnico Peter Corrêa. E adorei. Foi amor à primeira vista. Hoje, a corrida, pra mim, é tudo”, relata Rosane.

No fim do ano passado, Rosane embarcou para São Paulo para realizar o desejo de participar da São Silvestre. “Fui sem pretensão nenhuma, apenas para participar. Chegando lá, encontrei muitos corredores bem mais experientes, jamais pensei que fosse conseguir a primeira colocação”.

E eis que veio a surpresa: competindo na categoria para pessoas com deficiência, Rosane terminou os 15 quilômetros da prova com o tempo de 1h41, 18 minutos à frente do segundo colocado. O resultado foi tão inesperado que a corredora nem sequer soube sobre a colocação após a prova.

“Só fiquei sabendo que tinha sido a primeira colocada quando já estava de volta a Tubarão. Foi incrível. Fizemos uma festa aqui. Quero ir novamente neste ano para defender a minha posição, e quem sabe melhorar o meu tempo”, diz.


Exemplo

Rosane projeta, ainda, começar a competir em provas de 42 quilômetros, e espera poder inspirar outras pessoas a superarem suas dificuldades. “Fico feliz que as pessoas possam me ver como um exemplo para não se acomodarem, para buscarem os seus objetivos, e para fazerem atividade física”, diz.



Veja tudo sobre: corrida de são silvestre
 


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