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23/05/2018, 06:00

Paralisação já ameaça abastecimento de produtos


 
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A mobilização dos caminhoneiros contra o aumento no valor do diesel já provoca os primeiros reflexos no mercado. Alguns postos de combustíveis na região estão com seus estoques em baixa e outros registraram a falta do produto ontem, e a tendência é que outros setores também sofram um desabastecimento geral.

Em Tubarão, o Posto Osório, que fica às margens da BR-101, no bairro São Cristóvão, é o ponto de encontro com maior movimentação de manifestantes e, segundo os administradores, está com o estoque comprometido. “Só estamos abastecendo automóveis e até o final da semana, se a greve continuar, irá faltar combustível”, afirma a gerente comercial do estabelecimento, Andresa Espíndola.

Ela destaca que os proprietários dos postos apoiam a mobilização contra os reajustes dos combustíveis, que afetam todos os setores do país. “Também somos afetados com essas constantes negociações indefinidas dos valores dos combustíveis”, complementa. A gerente aconselha os motoristas a abastecerem seus automóveis enquanto há combustível disponível.

O posto Fera, que fica na avenida Patrício Lima, em Tubarão, também se prepara para a falta do combustível. “Ainda temos algo no estoque, mas se a paralisação permanecer, ainda essa semana ficaremos sem o produto para a comercialização”, salienta a auxiliar administrativa do estabelecimento, Diulyane Pinheiro.

Em Orleans, acabaram a gasolina comum e o diesel em um posto de combustíveis. No município, há estabelecimentos também com reservas até hoje, ou até o fim da semana. Se o bloqueio permanecer, há risco de faltar combustível em outros locais da região.

A greve, organizada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), ocorre em pelo menos 17 estados do Brasil, em função do aumento sucessivo nos combustíveis – foram 11 reajustes em 17 dias.


Diferentes setores aderem ao movimento

A mobilização dos caminhoneiros autônomos, apoiada pelos sindicatos, tem recebido novos integrantes. De acordo com o presidente do Setram, Riberto Lima, as próprias transportadoras estão se solidarizando com a causa e até os agricultores.

“A greve está crescendo em diversos pontos em todo o Brasil. Até os produtores rurais colocaram seus tratores junto aos caminhões em solidariedade a esse movimento que também apoiamos, desde que seja de forma pacífica, preservando a integridade física dos nossos trabalhadores”, ressalta o presidente.

Os representantes dos sindicatos foram a Brasília em busca de soluções, mas não obtiveram respostas. Lima afirma que a sociedade irá sentir nos próximos dias o desabastecimento de vários setores, e a expectativa é que o governo apresente alguma ação positiva. “A tendência é piorar. Vai faltar combustível e outros materiais. Já procuramos o governo diversas vezes para negociar, mas não tivemos resultados. Esperamos soluções, pois o setor de transportes está inviável”, lamenta.


Fiesc aponta atraso no abastecimento geral

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) destacou que  a paralisação “será mais um duro golpe na competitividade da indústria nacional e motivo de encolhimento da arrecadação tributária”. A entidade alertou que haverá impacto no fluxo de produção, comprometendo a conservação de produtos perecíveis, o cumprimento de prazos contratuais internacionais, o atraso no abastecimento do mercado interno, entre outros prejuízos. A entidade solicita o estabelecimento de negociações para superar o impasse e providências para evitar bloqueio nas rodovias.
O presidente Glauco José Côrte tem recebido manifestações de empresas do setor relatando problemas com a mobilidade de cargas e pessoas. “Esperamos que governo e caminhoneiros cheguem a uma rápida solução para evitar prejuízos à indústria e ao país”.


Região tem quatro pontos de mobilização

O jovem Fernando Bressan, de 22 anos, morador de Treze de Maio, decidiu seguir os passos do pai Altamir Bressan, e aderiu à profissão de caminhoneiro. Junto com dezenas de outros trabalhadores, pai e filho estão com seus veículos estacionados em frente ao Posto Osório, em Tubarão, em apoio à greve. “O pai criou a família tocando o caminhão e também comecei cedo a fazer os transportes de cargas. Rodamos o Brasil todo, e estamos trabalhando só para pagar os impostos. O caminhão faz três quilômetros por litro, e com o preço do diesel está difícil de continuar”, relata.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), veículos de cargas estão sendo bloqueados em Imbituba, Tubarão, Jaguaruna, Maracajá e Araranguá. Um trecho da SC-370, em Gravatal, também registrou o movimento de caminhoneiros, que bloquearam a passagem apenas para os veículos de carga.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas da Região da Amurel (Setram), Riberto Lima, a situação com os aumentos constantes no preço do diesel tornou-se insustentável, e a mobilização segue por tempo indeterminado. “Não conseguimos mais conviver com essa situação. Os reajustes de preços implantados pela Petrobras são constantes e atingem principalmente o setor de transporte”, afirma.



Veja tudo sobre: greve dos caminhoneiros
 


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