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10/02/2018, 06:00

Entrevista: Hospital Socimed tem planos de expansão


 
redacao@diariodosul.com.br
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Doutor Fernando Viegas Delgado é diretor executivo do Hospital Socimed, em Tubarão. Formado em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (UCPEL) desde 1986, fez residência médica em Anestesiologia (1990), no Hospital Celso Ramos.

É fundador da Unicred Amurel, foi diretor da Narcoclínica de 1992 a 1996, diretor financeiro do Hospital Socimed de 2007 a 2017, quando assumiu como diretor executivo (CEO), onde está atualmente. É pós-graduando em Gestão de Saúde no Hospital Albert Einstein, com previsão de conclusão do curso em julho de 2018.

-Como o senhor avalia Tubarão na área da saúde? A cidade continua sendo referência no Estado?
Fernando Viegas Delgado - Nós, médicos, sempre reconhecemos Tubarão como um polo de saúde não só da região da Amurel como do Sul do Estado.
Capitaneado pelas Irmãs da Divina da Providência, de quem todos temos saudades, foi criado o maior hospital do Estado de Santa Catarina, o HNSC, hospital estratégico para o atendimento do SUS a uma enorme população. Tiveram sorte de contar com médicos dedicados, que na época já absorviam o conceito humanizado de atendimento. Estava aí a receita de sucesso. Com um hospital único e um corpo clínico de qualidade, passou-se a atrair cada vez mais médicos para a região, muitos oriundos, como eu, do Estado vizinho, Rio Grande do Sul. Entre estes apareceram empreendedores e visionários que passaram a criar negócios na área da Saúde, mas sempre mantendo a característica de união dos médicos para um bem comum. Vou citar, entre muitos negócios, quatro que se destacam: primeiro, a fundação da Unimed; também a Clínica Pró-vida, que dispensa apresentações e, com seu trabalho de excelência em Pronto Atendimento, cresceu de uma maneira fenomenal; depois, a união inicial de dez médicos, que deu início a esse grande hospital, o Socimed; e, por fim, a abertura do curso de Medicina, que colocou em nosso mercado muitos médicos muito bem formados. Isso é referência, isso é investimento na cidade e, sobretudo, amor por Tubarão.
 
-Existem planos de expansão para os próximos anos?

Fernando - Tem um ditado na administração hospitalar que é “Hospital vivo é hospital em obras”. Temos um projeto piloto de implantação do Hospital Socimed, que contempla um prédio de quatro andares para a expansão da Emergência, UTI Adulto e Unidades de Internação. Temos ainda todo o terreno em torno do hospital na nossa própria quadra. Enfim, há planos sim. A região do Hospital Socimed aqui no bairro Passagem tornou-se um polo médico com edifícios prontos, outros em fase final, e vários projetos. Realmente criamos um outro eixo na Saúde de Tubarão, com vantagens e áreas de estacionamento.
 
-Qual a maior dificuldade em administrar um hospital como o Socimed?
Fernando - Acho que precisaria de um espaço enorme para falar sobre administração hospitalar, mas vou citar alguns desafios que julgo mais importantes. Primeiro, e mais prazeroso para mim, gerir pessoas. Temos perto de 370 funcionários e outros tantos terceirizados. Um hospital usa de insumos, para sua atuação, perto de 30 mil itens. Só para se ter uma ideia, a Embraer trabalha com três mil itens. Nosso produto nunca é o mesmo, temos que individualizar para cada paciente um produto diferente. A velocidade com que as coisas acontecem na Medicina, a atualização, a idealização de novos equipamentos, a manutenção do que já temos, tudo isso torna a administração hospitalar a área mais difícil nesse ramo. Outra questão muito importante é que não temos clientes, temos pacientes. Depende de nós, diretores de hospitais, cuidarmos de quem cuida, para quem cuida cuidar melhor. Este, sim, é o balizador de minha eficiência naquele atendimento individual, e não está vinculado ao resultado. Em alguns casos, como nos pacientes terminais, por exemplo, nosso produto Saúde, por vários fatores, não podemos entregar, mas podemos, por exemplo, fazer cuidados paliativos e, ainda assim, dar o máximo de conforto. Nossa missão é atender nosso paciente com a individualidade, por isso cada produto final da nossa produção é diferente.
 
-Os hospitais da região têm reclamado de problemas financeiros. Como está a situação do Hospital Socimed?

Fernando - No Hospital Socimed, temos um modelo de negócio desvinculado do atendimento do SUS e somos tratados como qualquer empresa. A carga tributária no país é muito alta, e isso impacta muito no nosso fluxo. Mas temos conseguido investir, crescer e cada vez mais fazer um atendimento de excelência para a cidade e região.
 
-Não há oferta de atendimento pelo SUS. Isso ajuda a equilibrar as contas do hospital ou é prejudicial?

Fernando - Como na cidade temos um hospital filantrópico (várias isenções de impostos), eles têm a preferência no atendimento do SUS. Em alguns casos de necessidade, o Estado compra atendimento no nosso hospital. Também temos convênios com os consórcios intermunicipais de Saúde da região de Tubarão e Criciúma. Nosso foco é atender à população de maneira geral, todos são bem-vindos.
 
-O Hospital Socimed tem recebido médicos de outros países. Como ocorrem estes intercâmbios? 

Fernando - Quando resolvemos investir na aréa da Hemodinâmica, procuramos um equipamento de ponta, que desse condições para fazer os procedimentos mais modernos, e também tivemos o cuidado de montar uma equipe de qualidade. A consequência foi o serviço se tornar referência na região Sul e quando algum equipamento, material ou técnica nova vem ser demonstrada, a escolha para isso tem sido o nosso setor. Nestas ocasiões, reunimos os médicos envolvidos na técnica e normalmente as empresas trazem médicos estrangeiros para compartilhar sua experiência. Muito nos orgulha que sejamos sempre os escolhidos nestes casos.
 
-O Socimed é o único hospital com heliponto na região. O que esse diferencial já possibilitou?

Fernando - Há pouco mais de 15 dias foi feita uma reunião no Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi para discutir o plano de gerenciamento em caso de acidentes. Foram convidados todos os hospitais da região de Criciúma, Jaguaruna e Tubarão, mas o Hospital Socimed foi o único a comparecer. Nesta reunião, ficou bem claro o papel estratégico do nosso hospital, também por ser o de acesso mais rápido via terrestre, mas também pelo fato de termos um heliponto homologado imprescindível em casos mais graves, nos quais o paciente pode chegar em minutos para ser atendido. 

-O hospital é referência no tratamento de doenças cardíacas. Quais os recursos mais recentes trazidos nesta aérea?

Fernando - O Centro de Hemodinâmica Socimed possibilita ao paciente, que antes necessitava se descolar para grandes centros, ser tratado na região, pois contamos com profissionais titulados, com uma equipe 24h para atender de forma personalizada e com equipamento de ponta. Isso torna a Hemodinâmica referência na região. Dentre os procedimentos realizados na hemodinâmica, voltados à área da cardiologia, está a tomografia de coerência óptica – OFDI (com tecnologia Japonesa). Deste equipamento constam apenas seis no Brasil e o Socimed já disponibiliza aos pacientes, trazendo ainda mais segurança nos procedimentos cardiológicos. Além deste, estão também cineangiocoronariografia, mais conhecida como cateterismo cardíaco, angioplastia coronariana, estudo eletrofisiológico, fluxo coronariano de obstrução (FFR), ultrassom intracoronariano, tratamento de doenças das valvas do coração, entre outros. 
 
-A Maternidade Conceito Ninho foi recentemente lançada. Quais as principais mudanças e benefícios?

Fernando - É um conceito todo novo na nossa região: todos os quartos são dotados de recursos para o nascimento ali mesmo, inclusive com banheira em todos os quartos, para o parto embaixo d’água, se a gestante assim quiser. Já fizemos vários, inclusive. Utilizamos tecidos acrobáticos nos quartos e no corredor para o famoso rebojo, temos protocolos bem definidos de atendimento e uma equipe em constante treinamento para o atendimento multidisciplinar com foco na parturiente, respeitando e discutindo com ela, e sua doula, se for caso, todas as ações tomadas para o estímulo ao parto natural. Hoje, temos como consultora de nossa equipe médica e de enfermagem a enfermeira obstétrica Mayra Calvette, renomada e conhecida entre outros trabalhos por acompanhar os partos da modelo Gisele Bündchen. Agregamos ao complexo uma moderna UTI
Neonatal dotada de seis leitos, completamente equipada, com acesso restrito, a ponto de eu, o diretor executivo do hospital, ter a entrada restrita após a inauguração, isso tudo para a prevenção de infecção. Nosso leito de isolamento tem um sistema de pressão negativa que impede que germes da criança isolada passem para o resto do local.
 
-O hospital mantém parceria com a Pró-Vida na Hemodinâmica. Podem surgir outros serviços desta forma?
Fernando - A nossa Hemodinâmica é em parceria com a Clínica Pró-Vida e a Multimed Clínica Cardiológica. Já temos com a Clínica Pró-Vida a terceirização do Centro de Diagnóstico e Imagem, com tomografia e ressonância magnética, o que nos propicia ser o único hospital com o mais atualizado protocolo de tratamento de AVC. Reforço aqui que AVC (Acidente Vascular Cerebral) não significa sequela, necessariamente, se o paciente for atendido numa janela curta de tratamento de até seis horas, e se apresentar o protocolo de dor no peito com o menor tempo da cidade, desde a chegada na porta do hospital até a Hemodinâmica.



Veja tudo sobre: socimed, saúde, entrevista
 


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