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07/12/2017, 06:00

Caos na saúde: HNSC está atendendo no seu limite


Micheline Zim 
redacao@diariodosul.com.br
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Após dois dias de caos no atendimento no setor da Emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, a instituição voltou a atender normalmente ontem, mas no limite de sua capacidade. Na noite de terça, o diretor técnico, dr. Cristiano Ferreira, chegou a emitir uma nota ao Samu e à Regulação de Leitos Estadual para que não fosse enviado mais nenhum paciente ao HNSC, por falta de capacidade física para atendimento.

Hoje, o HNSC possui 397 leitos, sendo 280 credenciados pelo SUS. “Todos os 280 estavam ocupados. Nossa ocupação chegou a mais de 100%, porque precisamos nos utilizar inclusive dos leitos destinados a pacientes de outros convênios ou tratamento de alta complexidade (como oncologia)”, pontua a diretora Executiva do hospital, Patrícia de Toledo.  

Na manhã de ontem, os médicos do HNSC foram acionados para, inclusive, liberarem os pacientes que já poderiam estar de alta, para que os que esperavam na emergência pudessem ocupar os leitos. Alguns pacientes também puderam ser transferidos para outros hospitais.

Na tarde de ontem, dois pacientes ainda aguardavam em macas para serem internados em um leito. O atendimento voltou a ser feito e o diretor técnico enviou uma outra nota ao Samu liberando a vinda de pacientes.

“Na realidade, não deixamos de atender ninguém, apenas chegou a um limite que não havia mais como receber pacientes naquele momento. Agora normalizamos, mas sempre dentro do limite. Não estamos respirando aliviados ainda. A qualquer momento pode haver novamente outra superlotação”, destaca o dr. Cristiano.

Dentre as razões do atendimento no limite do HNSC está o fato de que, mesmo sendo o hospital com maior número de leitos do Estado, pacientes de quase todas as cidades da região buscam atendimento na instituição. Estes, segundo o dr. Cristiano, poderiam ser feitos nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios se estas oferecessem atendimento que suprisse a demanda.

“O que pedimos é, além da compreensão, porque não queremos deixar ninguém sem atendimento, e precisamos que este atendimento seja de qualidade, é que as pessoas não se dirijam à emergência em casos que não demandem este tipo de problema. Que possam buscar as Unidades Básicas para atendimento e deixem a emergência para casos que realmente precisam. Assim, isto desafogará mais o hospital e todos receberão um atendimento mais humanizado e eficaz”, pontua.

Atendimento normalizado

No início da noite de ontem, o diretor técnico do HNSC, dr. Cristiano Ferreira, enviou nova nota ao Samu e à Regulação de Leitos Estadual comunicando a normalização dos atendimentos na emergência. “Informamos que graças ao esforço de toda a equipe de profissionais desta instituição, conseguimos reorganizar os serviços, e o atendimento no setor de emergência está normalizado, podendo os casos de urgência e emergência serem normalmente direcionados a esta unidade de saúde”.

Foram 566 atendimentos em 48 horas

O diretor técnico do HNSC, dr. Cristiano Ferreira, conta que, em 48h, foram 566 atendimentos na emergência, sendo a maioria deles na quarta-feira. Todas as 15 macas do setor estavam sendo utilizadas pelos pacientes nos corredores, além dos leitos destinados à observação (16 no total) e dos seis leitos para primeiro atendimento de casos graves.
Esta superlotação acabou gerando um caos no atendimento. Com todos os leitos destinados ao SUS lotados e também à UTI, a emergência ficou lotada, com pacientes ocupando todas as macas no corredor e ainda a sala de atendimento para pacientes em estado grave. “Chegou um momento em que não havia mais o que fazer, por isso precisamos suspender a vinda de pacientes pelo Samu. Não deixamos de atender quem nos procurou, mas o caos tomou conta”, lembra.
Na nota enviada ao Samu e à Regulação de Leitos Estadual na noite de terça-feira, o dr. Cristiano enfatiza que a situação havia chegado ao extremo: “neste momento todas as macas do setor de emergência estão sendo utilizadas pelos pacientes que aqui estão em atendimento e, portanto, o encaminhamento de paciente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, na atual situação, coloca em risco a qualidade da assistência médica e hospitalar, promovendo risco de agravamento do estado de saúde e chances de morte dos pacientes nestas circunstâncias”.
Entre os motivos da superlotação, a diretora executiva do HNSC, Patrícia de Toledo, destaca também a suspensão de atendimentos em hospitais da região, como o hospital de Laguna, que está em greve. Por se tratar de um hospital de referência, “além dos atendimentos de pacientes de Tubarão, pacientes de toda a região se deslocam para cá”, pontua.


Paralisação em Laguna ainda continua

Completando sete dias da paralisação de médicos em Laguna, a situação do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos permanecia inalterada até ontem, com apenas atendimentos de urgência e emergência sendo realizados.

De acordo com a presidente da instituição, Regina Ramos, estão sendo realizados em torno de 20 atendimentos diários. 

De acordo com a presidente do hospital, uma série de reuniões está sendo realizada para chegar ao fim do problema. De acordo com o prefeito Mauro Candemil, a administração municipal vem mantendo os repasses com o hospital rigorosamente em dia e o Poder Público não dispõe de mais recursos para injetar no hospital, que tem uma dívida com os médicos na ordem de R$ 1,2 milhão.

A prefeitura de Laguna, através das secretarias de Saúde e de Administração, irá bonificar a entidade com mais R$ 75 mil, recurso que será depositado no mês de janeiro para despesas extras de Natal e fim de ano. Além disso, vai disponibilizar mais R$ 20 mil nos meses de janeiro, fevereiro e março, assim o convênio passará de R$ 75 mil para R$ 95 mil nesses meses.



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