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11/10/2017, 06:00

Museu Ferroviário luta por sobrevivência


Guilherme Simon 
redacao@diariodosul.com.br
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Créditos: Guilherme Simon/DS

O Museu Ferroviário de Tubarão completa 21 anos este mês. O local abriga um acervo único no Brasil, com 25 locomotivas a vapor e diversas outras relíquias, como peças, relógios e máquinas de escrever raras. Porém, sem apoio do poder público, a administração segue enfrentando dificuldades para manter as portas abertas.

De acordo com o vice-presidente da associação que mantém o Museu Ferroviário, o médico, historiador e colunista do DS José Warmuth Teixeira, a escassez de recursos financeiros é uma realidade enfrentada desde a criação do museu. Mas a situação tem se agravado nos últimos tempos.

“A dificuldade é crônica, pela falta de recursos do poder público em relação ao tesouro histórico que nós temos aqui. A gente vive praticamente de esmola. Recebemos uma ajuda da Ferrovia e contamos com uma pequena renda do nosso trem de turismo”, conta Wartmuth, que foi idealizador do museu. “Nos falta também o apoio das entidades privadas, que poderiam nos ajudar a sair dessa inércia”, completa.

Recentemente, uma das locomotivas do acervo precisou ser transferida. “Era uma locomotiva que estava aqui e nós não tínhamos recursos para recuperá-la. Por isso, foi melhor ceder. Cedemos a locomotiva para o Museu Ferroviário de Lages, onde eles poderão fazer o restauro. Se ficasse aqui, ia acabar se tornando irrecuperável”, lamenta José Warmuth.

O historiador relata que o Museu Ferroviário de Tubarão atualmente sobrevive graças à ajuda de uma equipe de voluntários. E, além da dificuldade para se manter, a administração ainda continua lutando em busca de recursos para melhorar a estrutura.

“Estamos carentes de uma obra civil que vá tornar o museu viável, com um prédio para abrigar laboratório, sala de reserva técnica, ambientes de exposição e auditório”, explica Warmuth. Segundo ele, a obra para a construção desse edifício está orçada em R$ 2 milhões.

Apesar da falta de recursos, o museu continua tendo uma “atividade grande”, com visitas de escolas e passeios de trem. Wartmuth cita o apoio da diretora Lorilza de Oliveira e da museóloga Silvana Silva e Souza como fundamentais. “Elas têm uma dedicação enorme. A gente vai tocando como dá”, diz o historiador.


Acervo é o maior da América Latina

Os itens do acervo do Museu Ferroviário de Tubarão começaram a ser reunidos após a privatização da Ferrovia Tereza Cristina. O trabalho foi iniciativa de um grupo de ex-ferroviários. Hoje, o acervo do museu é considerado o maior da América Latina.

“Quando a Ferrovia foi privatizada, tudo que era material rodante ficou onde estava. Então, as pessoas começaram a saquear as locomotivas. Por isso, um grupo decidiu reunir esses materiais, já que eles seriam substituídos por novos”, conta a diretora do museu, Lorilza de Oliveira.

O historiador Wartmuth Teixeira destaca a importância do patrimônio guardado pelo museu para contar a história da região. “Eu costumo dizer que Tubarão nasceu em função da Ferrovia Tereza Cristina, assim como várias cidades do Sul do Estado. Aqui, a Ferrovia precedeu as comunidades, foi plantando vilas ao longo das suas linhas. Não se pode falar da história de Tubarão sem falar da história da Ferrovia”, destaca.



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