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19/05/2017, 06:00

Entidades da região avaliam cenário político


Tatiana Dornelles 
redacao@diariodosul.com.br
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Com a delação dos donos da JBS, e gravação em áudio na qual o presidente Michel Temer dá o aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), as incertezas tomam conta do país e também de entidades da região.

Para o presidente da Acit, Murilo Bortoluzzi, as denúncias que atingem o setor político brasileiro sinalizam que a economia será ainda mais afetada. “Isso afeta o país e pode afetar ainda mais a economia. Mas espero que o Brasil saiba tirar proveito disso e se transformar num país melhor, mais competitivo, livre, aberto às novas tecnologias, inovação e oportunidades de mercado, trazendo igualdade e diminuindo as diferenças para a população brasileira”, afirma Murilo.

O presidente da OAB seccional Tubarão, Erivelton Alexandre de Mendonça Fileti, diz que o atual momento pode ser uma “virada de página para começar a crescer novamente”. “Os prejudicados são sempre os trabalhadores, quem paga impostos. Os políticos já têm uma série de vantagens e fazem as leis a seu favor. É triste o momento que vivemos, mas vejo isso com otimismo, pois é o momento da virada. Quanto à economia, prefiro continuar sendo otimista. Vamos passar por um momento turbulento, mas vamos nos recuperar”, diz.

Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, é necessário continuar trabalhando. “Não podemos ficar reféns das incertezas e das turbulências causadas pela crise política e ética, que parece não ter fim. Pelo contrário, temos que continuar trabalhando duro, como é da natureza do setor produtivo do bem, e apoiar o Congresso Nacional em relação às reformas estruturais que visam a organizar o país, promovendo investimentos e geração de empregos. O Brasil das pessoas do bem é maior do que a crise”, afirmou.


NOTA PÚBLICA DA OAB/SC

Diante dos graves fatos que vieram a público envolvendo diretamente o presidente da República, a OAB/SC vem a público informar o que segue: 1) Que a instituição já havia recomendado, em março de 2016, a deflagração de processo de impedimento tanto em face da então presidente Dilma como de seu vice, Michel Temer. 2) Confirmados os novos indícios noticiados, o presidente Michel Temer deve renunciar imediatamente ao mandato, sob pena de instauração de um novo processo de impeachment que certamente aprofundará ainda mais a crise política e econômica, trazendo graves prejuízos à população brasileira. 3) Todas as gravações e demais provas que integram esta operação devem ser tornadas públicas imediatamente para que, respeitando o direito ao contraditório, seja possível fazer um julgamento dos fatos. 4) A Constituição da República deve ser cumprida à risca, a fim de evitar casuísmos que possam aprofundar ainda mais a crise política no Brasil.


Desdobramentos após liberação das gravações

-Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado oficialmente do cargo no Senado na manhã de ontem, conforme o advogado-geral da Casa, Alberto Cascais. Após as revelações dos donos da JBS, o ministro Edson Fachin decidiu pelo afastamento do senador, mas negou pedido de prisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Aécio.

-O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), a pedido da Procuradoria-Geral da República, em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro, por tentativa de obstrução das investigações na operação Lava Jato.

-Em reunião ontem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fechou acordo para iniciar a discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê eleições diretas em caso de renúncia ou cassação do presidente da República na próxima terça-feira. De acordo com o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), houve um acordo com a bancada de oposição, que queria pautar a proposta ainda ontem. Como não havia quórum, devido à repercussão das gravações envolvendo Temer e Aécio, foi negociado para a próxima semana.

-Após os donos da JBS oferecerem em acordo de delação premiada uma gravação em áudio na qual Temer dá o aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver uma pendência da empresa, o futuro do presidente da República parece incerto. Temer admite o encontro, mas nega ter autorizado “qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. Diante da repercussão do caso, deputados da oposição já protocolaram na Câmara um novo pedido de impeachment contra o presidente.

-Os donos da JBS, Joesley Batista e seu irmão, Wesley Batista, gravaram uma conversa em que o presidente Michel Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na operação Lava Jato. A informação foi divulgada nessa quarta-feira (17) pelo colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.



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