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29/09/2016, 06:00

Jogador do Hercílio denuncia racismo


Guilherme Simon 
redacao@diariodosul.com.br
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Créditos: Divulgação Hercílio Luz/DS

Um jogador do Hercílio Luz registrou um boletim de ocorrência para denunciar comentário racista sofrido durante o clássico contra o Atlético Tubarão, no último domingo. Jeff Silva, que atua como meio-campo, relatou que foi chamado de “macaco” por um torcedor do time rival.

O caso foi registrado na Central de Plantão Policial (CPP) da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira, como crime de injúria racial. Segundo o jogador hercilista, a agressão aconteceu no início do segundo tempo da partida, disputada no estádio Domingos Gonzales, em Tubarão, e partiu de um único torcedor.

“Alguns torcedores do Tubarão já estavam me xingando, coisa de jogo, o que é normal. Mas, infelizmente, teve um que veio e me chamou de macaco”, conta o atleta. O torcedor repetiu a injúria.

Diante do comentário, o jogador relata que indagou o torcedor sobre o que ele tinha falado, e que logo em seguida o agressor foi retirado do local por um segurança.

Na noite de segunda-feira, Jeff Silva usou sua página no Facebook para desabafar. O meio-campista afirmou que esta não foi a primeira vez em que ele foi vítima de preconceito. Disse também que esta injúria causa ainda mais indignação por ter sido sofrida em seu próprio país.

“Por diversas vezes sofri preconceito, principalmente no Leste europeu, e fiquei calado, preferi deixar para lá. Agora no meu país?”, escreveu o atleta, que é natural de Curitiba (PR).

O jogador continua o texto dizendo que um colega de time foi até um policial militar que estava no campo e contou sobre a injúria racista. “A resposta dele foi: ‘Isso é normal do jogo’. Agora eu pergunto: em pleno século XXI é normal uma pessoa ser chamada de macaco?”, disse Jeff.


Atleta tem 6 meses para decidir sobre apuração

Agora, após o registro do boletim de ocorrência, o meio-campista Jeff tem um prazo de seis meses para decidir se quer que o caso seja investigado pela Polícia Civil de Tubarão. Se ele decidir por isso, deve voltar à delegacia e informar o desejo.
Só a partir desse momento é que a investigação será iniciada. O torcedor que cometeu a injúria ainda não foi identificado. Ainda em sua página no Facebook, Jeff pediu que as pessoas que viram o ocorrido ajudem a denunciar. “Injúria racial é crime e não pode ficar impune”, escreveu.


Pena para crime é de um a três anos de reclusão

De acordo com o artigo 140 do Código Penal, injuriar seria ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Para a injúria racial, o dispositivo estabelece pena de reclusão de um a três anos e multa, além de pena correspondente à violência, para os casos em que houver.

Um exemplo recente de injúria racial no futebol aconteceu quando torcedores do Grêmio, de Porto Alegre, insultaram um goleiro negro da mesma maneira como o torcedor do Atlético Tubarão, chamando o jogador de “macaco”.

No caso, o Ministério Público (MP) entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), que aceitou a denúncia por injúria racial. Na ocasião, foram aplicadas medidas cautelares, como o impedimento dos acusados de frequentar estádios. Porém, após um acordo no

Foro Central de Porto Alegre, a ação por injúria foi suspensa.



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