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04/09/2015, 06:00

Tubaronense trabalha em cruzeiros na Europa


Litiane Klein 
redacao@diariodosul.com.br
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Trabalhar viajando, ter a possibilidade de conhecer diversos países e lugares, ter contato com muitas culturas e pessoas de muitos lugares. Quem, em algum momento da vida, não sonhou com essa rotina? Poucas são as pessoas que nunca tiveram essa vontade. Para a jornalista tubaronense Karen Novochadlo, o sonho é uma realidade.

Em abril, a jornalista deixou o conforto da casa dos pais na Cidade Azul para morar em uma imensa casa móvel, realizar o desejo de ter uma experiência no exterior e, ao mesmo tempo, conhecer várias partes do mundo. De dentro do navio onde hoje trabalha, Karen concedeu entrevista ao DS, onde atuou como repórter antes de partir para sua nova realidade.

“Sempre quis ter uma experiência internacional. Estudei inglês durante muitos anos e, durante a faculdade de Jornalismo, aproveitei o dinheiro dos estágios para pagar aulas de francês e italiano. Então, um dos amigos que conheci na pós-graduação que fiz em Blumenau começou a trabalhar como Publisher para uma companhia italiana. Eu sempre via as fotos pelo Facebook dos lugares que ele visitava. Fiquei com a ideia na cabeça”, conta Karen.

Ela começou a pesquisar sobre a contratação para trabalho em cruzeiros e chegou a fazer uma matéria sobre isso quando ainda atuava como jornalista. “O processo de seleção envolve entrevistas, dinâmicas em grupo e testes de conhecimento. O importante é primeiro procurar uma agência de recrutamento. Eu nunca paguei nada para a agência. Fiz uma entrevista em inglês por Skype”, relata.

Karen foi contratada pela maior empresa de turismo da Itália e maior de cruzeiros da Europa. “Em seguida, tive uma entrevista com representantes da própria companhia. Neste mesmo dia, fiz duas provas sobre fotografia e também uma dinâmica em grupo. Depois que fui aprovada, precisei fazer dois cursos. Um pago pela própria companhia e outro exigido pela Marinha Brasileira. Um pouco antes de embarcar, fiz os exames médicos exigidos. Também passo por treinamentos periódicos dentro do navio”, conta a jornalista, que atua como fotógrafa em cruzeiros.

Para seu primeiro cruzeiro, ela embarcou na Alemanha para fazer uma temporada no Báltico. “Peguei três aviões e um táxi, todos bancados pela companhia, para chegar até o navio. Até o momento, eu já passei pela Alemanha, Estônia, Letônia, Rússia, Suécia, Finlândia, Polônia, Lituânia e Noruega. Já estive no ponto mais extremo ao norte da Europa, vi neve no verão europeu e o sol da meia-noite norueguês. Também curti a noite russa”, comenta.

A jornalista ainda deve passar, até o final de seu primeiro contrato, pela Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Israel, Grécia, Itália e outros lugares. “Como sou fotógrafa, raramente trabalho quando o navio está no porto. Em alguns cruzeiros acompanho excursões e, por causa delas, pude ver toneladas de neve e estar quatro vezes dentro do Hermitage, museu de São Petersburgo. Durante o meu tempo livre, geralmente saio do navio para passear nas cidades”, aponta.

Várias culturas

Karen relata que outro ponto interessante é a interação com várias culturas. “Trabalho diretamente com romenos, italianos, filipinos, indianos e hondurenhos. A maior parte dos passageiros, no báltico e na Noruega, são alemães, italianos, alguns espanhóis e franceses. De vez em quando, temos brasileiros”, conta. Ela pontua que é um mito acreditar que todo europeu fala inglês. “Muitas vezes você atende uma pessoa e precisa se comunicar com ela sem falar o idioma. Eu não falo alemão, conheço poucas palavras, mas atendo alemães e mostro onde estão as fotos que eles procuram. No começo, tive que me habituar com o sotaque em inglês dos estrangeiros”, destaca.

Dentro do navio, os funcionários têm direito à alimentação e cuidados médicos. Karen, que ainda tem cerca de cinco meses de contrato, pretende pegar férias e já partir para um outro contrato. “Nestes cinco meses devo fazer a temporada no mediterrâneo e a brasileira. Durante minhas férias pretendo estudar um pouco mais de fotografia e fazer um intensivo de línguas. Ainda não decidi se alemão, espanhol ou algum idioma asiático”, conclui.



Veja tudo sobre: cruzeiro, jornalismo, fotografia, cultura
 


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