15/05/2019, 06:00

Uma paixão que ultrapassa gerações


Na próxima sexta-feira, acontece a entrega do Troféu Salim Mussi Miguel, em Tubarão. O evento valoriza e apoia os esportistas que se destacaram na área em 2018. Neste dia especial, pai e filho serão premiados pelas conquistas no caratê da Cidade Azul.

O apoio familiar é um dos pilares essenciais para dar continuidade na carreira esportiva. Quando começou a praticar caratê, Nícolas de Souza tinha apenas seis anos de idade, mas a ligação dele com o esporte surgiu muito antes disso.

“Mesmo grávida, sempre treinei”, revela Márcia Marcos, mãe do atleta, que hoje tem 15 anos. Após dois meses do nascimento, o menino já acompanhava os pais em competições, como os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). No berço, Nícolas não recebia só carinho. Para inserir a arte marcial na vida do filho, o pai e sensei Fabrício de Souza procurava aumentar a flexibilidade do garotinho com alongamentos. “Era engraçado. Ele não parava de rir”, lembra Fabrício.

Os sorrisos compartilhados na infância permanecem na adolescência. Hoje, pai e filho levam o nome do Brasil e da Cidade Azul por onde têm passado, trazendo inúmeras medalhas para a cidade. “Meu pai se dedica ao máximo em tudo o que faz”, fala o filho, com orgulho.

Em 2018, Fabrício conquistou o auge nos tatames, tendo a surpresa de ser convocado, pela primeira vez, como técnico da Seleção Brasileira de Karatê. A equipe disputou o Pan-Americano, no Rio de Janeiro. Entre novas vivências e ensinamentos, na Vila Olímpica, o sensei pôde ver o filho conquistar a medalha de bronze internacional sobre países como México, Canadá, Estados Unidos e Costa Rica.

As vitórias daquele ano continuam a dar frutos. Nesta sexta-feira, pai e filho, técnico e atleta subirão ao palco do teatro da Arena Multiuso para receber o Troféu Salim Mussi Miguel. Embora já tenham ganhado a premiação, os caratecas nunca tiveram a oportunidade de, ao mesmo tempo, comemorar juntos com os troféus em mãos.


Respeito e comemoração

Mas nem sempre Nícolas se manteve motivado a seguir os passos do pai. “No começo, queria mesmo era ficar igual aos colegas da escola, a tarde inteira vendo TV”. O diálogo e a compreensão de ambos fizeram com que pai e filho se tornassem parceiros, dentro e fora dos tatames.
“Falei que, naquele momento, ele até poderia desistir das competições, mas que os treinos iam continuar, até pela saúde dele”, conta Fabrício. Ao relembrar toda a fase turbulenta, pai e filho sorriem. Entendem que as escolhas do passado os tornaram mais fortes e sonhadores. Hoje, caso o carateca de 15 anos tivesse que escolher uma profissão, faria Educação Física, tendo o incentivo necessário dentro de casa.



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