10/05/2019, 06:00

Fim da Segunda Guerra é lembrado


Com as palavras do major comandante do Exército Brasileiro, Tadeu Poerschki, da 3ª Companhia, “um país sem história padece”, a solenidade de comemoração ao Dia da Vitória, sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando países aliados venceram o nazismo, foi marcada por muita emoção. Mais de 15 soldados da região de Laguna integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

O veterano Jamil Corrêa, de 92 anos, com problemas de audição como consequência do período militar, representou os soldados. O Brasil levou 25 mil homens para a Itália. Foram mais de 450 baixas em combate.

De acordo com ele, foi difícil segurar a emoção na solenidade. “Todas as memórias da guerra, daqueles momentos tão difíceis, com tantos companheiros mortos, voltam à tona. Mas é uma emoção com orgulho, por poder ter representado o nosso país em um momento tão crucial na nossa história”, comentou.

Jamil conta que ficava em um navio mercante na costa do Brasil, e lembra muito dos navios da Marinha fazendo toda a segurança. “Um dia, fomos avisados que nosso navio seria bombardeado por um submarino. Recebemos um SOS de outro navio. Foi na correria de abandonarmos o navio e embarcar em uma baleeira que perdi minha audição. Caí em um poço no navio e furei os tímpanos. Nosso navio foi bombardeado, mas graças a Deus conseguimos nos salvar. É uma lembrança muito viva dentro de mim”, conta, com a voz ainda embargada, pela emoção.

Emoção e resgate da memória, inclusive, marcaram o evento, com a participação dos alunos das escolas municipais do Estreito e Bentos, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental, Exército, secretários municipais e comunidade. O prefeito Mauro Candemil entregou para o veterano Jamil Corrêa a comenda lagunense.

A data foi lembrada em todo o mundo. Em Laguna, ocorreu aos pés do busto do também pracinha Clito Araújo, lagunense, morto aos 24 anos, na Itália, durante o conflito. O fim do conflito, com a derrota formal da Alemanha Nazista, ocorreu em 8 de maio de 1945, sendo considerado o maior e mais sangrento de toda a história da humanidade, e que teve cerca de 60 milhões de mortes.

 

País com história

O comandante do Exército, Tadeu Poerschki, em seu discurso, lembrou que o fim da guerra mudou o rumo da humanidade e serviu de exemplo. “Isso deve ser lembrado em sala de aula, pois faz parte da história da nação brasileira. País sem história padece”. Flores foram colocadas aos pés do busto do soldado lagunense Clito Araújo, morto aos 24 anos no conflito, na Itália. Após a solenidade no auditório da Marinha, voluntários vestidos com o uniforme da 2ª Guerra Mundial apresentaram um pouco da história do conflito histórico. Os guias de turismo e apaixonados pela história Ana Cláudia Mendonça e Eduardo dos Reis percorrem as escolas da região contando enredos da época. “Queremos que as pessoas conheçam cada vez mais sobre o conflito”, disse Ana.



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