09/01/2019, 06:00

Carro de Mukirana passará por perícia


O carro do jornalista Clóvis William dos Santos, conhecido como Mukirana, encontrado morto na Praia do Gi, em Laguna, na manhã de segunda-feira, passará por uma perícia em busca de possíveis pistas que ajudem a solucionar o homicídio. O corpo dele tinha marcas de agressão, e a causa da morte foi traumatismo craniano.

O veículo é um Renault Duster preto, e foi localizado no começo da noite de segunda-feira, abandonado numa região de difícil acesso no Morro da Antena, no bairro Congonhas, em Tubarão, onde o jornalista morava. A polícia suspeita que ele foi morto ainda na cidade, e que o corpo foi levado, posteriormente, para a praia de Laguna.

A primeira análise do carro não trouxe pistas evidentes. A polícia já adotou uma linha de investigação, mas o delegado Bruno Fernandes, responsável pelo caso, preferiu não revelar detalhes.

Durante todo o dia de ontem, o delegado seguiu colhendo depoimentos de pessoas que estiveram com Mukirana nos últimos dias, tanto na Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna como em Tubarão. Na segunda-feira, em entrevista ao DS, ele afirmou que se tratava de um caso complexo e de difícil elucidação.

Mukirana tinha 44 anos. O corpo dele foi encontrado na beira do mar, com ferimentos na cabeça. No local, foram encontrados ainda cabos elétricos, provavelmente usados para amarrar a vítima, que também tinha ferimentos nos pulsos. A suspeita é de que o corpo tenha sido jogado no mar, mas trazido de volta para a faixa de areia por conta da forte maré.

 

Corpo foi enterrado pela manhã

O corpo do jornalista Mukirana foi enterrado ontem pela manhã, no cemitério do bairro São Martinho. A cerimônia contou com a presença de diversos colegas de imprensa, amigos e familiares. O clima era de comoção, principalmente pela forma trágica da morte.

Mukirana atuava como comunicador em Tubarão desde os anos 90, e um de seus trabalhos mais marcantes foi à frente do programa Mukishow, no qual entrevistava pessoas comuns e famosos em festas e eventos da região. Ele também trabalhou como DJ. Na mídia impressa, escreveu colunas sobre variedades em diferentes veículos. Aqui no DS, assinou um espaço diário entre 1999 e 2001.



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