29/11/2017, 06:00

Inquérito sobre morte de ex-reitor é arquivado


O inquérito policial sobre a morte do tubaronense Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ocorrida em 2 de outubro, foi arquivado ontem. A determinação partiu do juiz de Direito Marcelo Volpato de Souza. 

A decisão foi um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que concordou com a conclusão da Polícia Civil de que o ex-reitor da UFSC cometeu suicídio em um shopping de Florianópolis. 

O despacho do juiz decidindo pelo arquivamento acompanha o parecer do promotor Andrey Cunha Amorim, da 37ª Promotoria de Justiça da capital. O promotor cita trechos do inquérito policial que constatam que a morte foi por suicídio. No documento, a promotoria ainda cita que a prisão de Cancellier na operação Ouvidos Moucos pode ter contribuído para o quadro de depressão da vítima.

“Dias antes do suicídio, a vítima foi presa provisoriamente, permaneceu encarcerada por um ou dois dias e teve sua prisão revogada judicialmente. Do ponto de vista psíquico, tais fatos, evidentemente, podem ter contribuído para o agravamento do quadro de depressão do ofendido, levando-o ao ato extremo de ceifar a própria vida. Todavia, do ponto de vista jurídico, nos termos do art. 13 do Código Penal, constituem-se como causas absolutamente independentes de eventual crime doloso contra a vida, objeto do presente inquérito policial”.

O MPSC cita ainda trechos do inquérito policial produzido pelo delegado Eduardo Mattos, que ficou responsável pela investigação, concluído no fim de outubro. A polícia adicionou ao inquérito o exame toxicológico feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), que constatou que Cancellier usava Citalopram, medicamento para o tratamento de depressão.


Entenda

Cancellier estava proibido de entrar na Ufsc desde o dia 14 de setembro, quando foi deflagrada a Operação Ouvidos Moucos, em que ele era investigado por suposta tentativa de obstruir a investigação sobre desvios no programa de educação a distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Na ocasião, ficou preso por pouco mais de 24h, sendo libertado no dia seguinte. Além dele, seis servidores foram presos e outros cinco conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal.



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