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ESTELA MAURA




Segunda-feira, 20/05/2019, às 06:00

ARQUIVOS MENTAIS TÓXICOS

Se existe algo que a maioria tem em comum é a capacidade de armazenar experiências e lembranças no decorrer da vida. Desde que somos gerados no ventre materno, tudo o que acontece ao nosso redor é captado, registrado e guardado em nosso cérebro, mesmo que não tenhamos consciência de alguns destes arquivos mentais.
Quando as experiências são agradáveis e nos remetem a boas sensações, como afeto, ternura, segurança e harmonia, nosso corpo reage positivamente. Na verdade, todos os registros positivos colaboram com a formação de uma personalidade e de condições socioemocionais mais estruturadas. Entretanto, a  vida não é composta só por episódios alegres, edificantes e tranquilos. Estamos expostos a situações delicadas, estressantes, exigentes, ameaçadoras, tristes, e até traumáticas ou violentas. Conforme a essência de perfil de personalidade de cada um, certas lembranças podem ser consideradas tóxicas, deixando marcas e feridas profundas na pessoa em questão, mesmo que ela não consiga entender ou se recordar de muitos acontecimentos do passado.
É frequente alguém relatar uma sensação desagradável sem explicação lógica, medos infundados, complexos de inferioridade ou superioridade, manias estranhas, aversões a lugares ou pessoas, bloqueios de diversas origens. Algumas destas sensações podem ser consequências destas informações armazenadas na mente sem uma válvula de escape para que sejam eliminadas. O corpo, como não sabe o que fazer com estas sensações desagradáveis acumuladas durante um período da vida, começa a se manifestar de alguma maneira. Podem surgir problemas emocionais, como desânimo, esgotamento, tristeza, apatia, ansiedade, agressividade, baixa autoestima, timidez ou extroversão excessiva, vícios, ímpetos ou afetações de personalidade. São diversas as manifestações comportamentais que interferem no próprio bem-estar e nas relações interpessoais, alterando, inclusive, o clima de convivência social e profissional.
Um indivíduo que carrega um histórico de vida sofrido também pode somatizar doenças físicas. Há quem se dedique a estudar apenas o que cada manifestação do corpo significa em relação às emoções e como o portador da doença pode ir em busca da cura através da compreensão destas emoções. O fato é que existem vários profissionais capacitados e técnicas terapêuticas muito efetivas para a liberação destas experiências tóxicas armazenadas em nosso cérebro, como a acupuntura emocional sem agulhas, que, quando associada à neurociência e ao processo de coaching, apresenta uma nova perspectiva de vida à pessoa. Vale a pena buscar ajuda, se libertar de arquivos mentais pesados, conviver bem em sociedade e, em especial, viver melhor consigo mesmo.