Variedades

JOSÉ WARMUTH




Sexta-feira, 11/01/2019, às 06:00

Carta para o meu amigo Téo

Prezado, Téo.

Escrevo-te esta missiva porque não estaria à vontade para dizer-te cara a cara as críticas que desejo fazer pelo teu comportamento, que atrapalha a nossa convivência: não comes pão sem que ele esteja amanteigado. Estás sempre com fome e rodando a geladeira. Não comes para viver e, sim, vives para comer, e me dás prejuízo.

Quando está chovendo, entras em casa sem limpares os pés no capacho!

No outro dia, flagrei-te urinando nas mais belas flores que tenho em meu jardim.

Estás sempre a dormir na minha poltrona preferida, e aí eu “fico a ver navios”. 

Discutes em alta voz com os indivíduos da tua laia, que passam pela rua, conhecendo-os ou não!

Mesmo assim, gosto muito de ti por seres atencioso e carinhoso para comigo, bom companheiro nas minhas caminhadas, e por guardares muito bem a nossa casa.

Por isto, meu caro Téo, és merecedor do meu apreço, meu estimado  cãozinho “guapeca”.