Variedades

RENATA DAL-BÓ




Quarta-feira, 09/01/2019, às 06:00

Arrivederci, Roma!

Roma, 8 de janeiro 2014.

Aterrissamos em Roma no dia 8 de janeiro, um dia antes do meu aniversário. Nada mau festejar meus 40 (e poucos) anos com a família numa autêntica cantina italiana, assim vou ficar mal acostumada. A expectativa era grande, pois era a primeira vez que visitávamos a cidade. Estávamos curiosos para saber como seria a recepção dos romanos.

Nossa chegada foi cômica, estávamos em seis pessoas, com 12 malas, divididas entre  grandes e pequenas, ou seja, não cabia em nenhum táxi. Tentamos achar uma minivan, mas não tivemos sorte. Começamos a conversar com os motoristas de táxi para ver a melhor maneira (e mais barata) de chegarmos ao nosso hotel. Em pouco tempo, havia uns cinco motoristas discutindo o assunto. Engraçadíssimo, já que nem eu e nem meu marido falamos italiano. Apenas concordávamos ou não, abanando a cabeça e tentando introduzir algum idioma na conversa que pudéssemos nos comunicar.

O fato de não falarmos italiano gerou outras situações divertidas. Nosso repertório  resumia-se em grazie, buongiorno, buona sera e ciao. A tudo, eu dizia “grazie”, e eles respondiam “prego”, que significa “de nada”, “disponha”, “desculpe” etc. Houve um dia em que meu marido esqueceu o cartão de crédito no hotel e, enquanto ele foi buscar, ficamos esperando que voltasse na cafeteria onde tínhamos tomado nosso café da manhã. A garçonete, que não falava e nem entendia nada em inglês, começou a limpar a mesa, e eu tentei explicar a situação a ela no meu terrível “portunhol”. Ela me olhou com cara de paisagem. Então, tentei explicar de novo, bem pausadamente, e fazendo mímicas: “Estamos esperando mi marido que fue a buscar su carton de crédito en hotel”. A menina fez a mesma cara de paisagem e respondeu: “prego”. Quando olhei para o lado, a família inteira estava rindo de mim. Surpresa, perguntei o porquê da risada, e Carol respondeu: “Mãe, você repetiu exatamente a mesma coisa, só que mais devagar”.

Uma expressão que aprendi e adotei durante a viagem foi  “punto e basta”, que significa “chega, deu, ponto final”. Falava essa expressão sempre que os filhos começavam a brigar por algum motivo, isso quer dizer que a repeti milhares de vezes e continuo repetindo até hoje.

Adoramos Roma por vários motivos: os romanos são extremamente receptivos, a cidade transpira história, e os monumentos são verdadeiras obras de arte arquitetônicas. Visitamos os principais monumentos, e cada um contava um pouco da história de Roma e da civilização ocidental: o Coliseu, anfiteatro construído em 72 d.C., e que, depois de quase dois mil anos de existência, continua sendo o orgulho da cidade; o Foro Romano, centro da vida civil e econômica de Roma na idade republicana; o Panteão, templo de todos os deuses, construído em 27 a.C.; o Vaticano, que há seis séculos para cá é a residência dos pontífices. Não sou religiosa, mas me emocionei com a beleza da Basílica de São Pedro.

Para fechar com chave de ouro, antes de partimos recebemos uma benção do papa. É isso aí,  fomos a Roma e vimos o papa. Punto e basta!