Variedades

AMANDA MENGER




Quinta-feira, 27/12/2018, às 06:00

Até logo

Fim de ano. Fim de ciclos. Depois de quase seis anos escrevendo crônicas, mas há nove escrevendo por aqui, foram três anos como repórter, está na hora de dizer até logo aos leitores do Diário do Sul. Eu perdi a conta de quantos textos escrevi. Só em crônicas, deve estar perto de 300. Esta será a última, pelo menos por enquanto.

Antes que alguém possa pensar qualquer coisa, a decisão de sair foi minha. Já vinha pensando em dar um tempo na coluna porque a vida adquiriu uma velocidade muito alta e preciso parar um pouco. Escrever um texto por semana não é uma tarefa difícil ou dispendiosa. No entanto, em muitas semanas me vi deixando para o último minuto a entrega dos textos porque tinha que lidar com outras questões, seja de trabalho, seja de estudo ou alguma outra situação que aparecia. E sei que em 2019 o ritmo não será nem um pouco amenizado, e isso não é de todo ruim. São muitas experiências que estão aí para serem vividas.

Agradeço muito ao Lúcio Flávio, que prontamente aceitou a ideia da coluna, lá em fevereiro de 2013, mesmo sabendo que eu já tinha pedido para sair da redação para ir para a assessoria da prefeitura, e também pela possibilidade de continuar escrevendo depois de 2016, quando aceitei a vaga no concurso da prefeitura de Gramado e voltei ao Rio Grande do Sul. Agradeço a toda a equipe, muitos dos quais tive o prazer de trabalhar diretamente nos três anos como repórter, em especial ao hoje editor-chefe Davi Goulart e a Tatiana Dornelles, colegas que se tornaram amigos pra vida toda (e estão me devendo visitas na casa nova!).

Nestes seis anos escrevendo crônicas, pude realizar um sonho profissional. Escolhi o jornalismo ainda criança, e na adolescência me encantei com a forma de propor reflexões sobre o cotidiano, como a Martha Medeiros fazia. Por isso, quando surgiu uma vaga entre os colunistas, pedi para ficar com o espaço. Queria muito escrever textos que possibilitassem um outro olhar sobre as situações que se descortinavam na vida, desde coisas simples até outras mais complexas. Queria falar do que me incomodava, do que me feria, do que me decepcionava, mas também do que me encantava, do que tinha me emocionado, do que me fazia feliz.

Foram muitas crônicas compartilhando diversos momentos da minha vida e experiências, vindas dos livros que li, dos filmes e séries que assisti, das travessuras dos meus gatos e dos meus alunos, dos amores que nasceram e morreram e dos laços de afeto que resistem ao tempo e ao espaço. Foi também um espaço no qual pude apresentar o que pensava e tratar de assuntos polêmicos e que estavam em evidência, sempre com transparência, apresentando fontes e argumentos para a discussão.

Não vou deixar de escrever. Aliás, esta é uma certeza. Sempre gostei de escrever e continuarei a fazê-lo. Há outros projetos que toco de forma paralela já há alguns anos, como o blog Destino Mundo Afora, em parceria com a Tatiana, trabalhos em assessoria de imprensa, artigos científicos e didáticos que continuarei a fazer, além de outros que estão em projeção e em breve devem ganhar o mundo. Exatamente por isso esta crônica não é um adeus. É um até logo. É o fim de um ciclo. É o início de outro.