MENU

COLUNISTAS


Variedades

JOSÉ WARMUTH




 
 

Sexta-feira, 15/03/2019, às 00:00

Alguns usos e costumes

Noventa e nove por cento dos imigrantes eram católicos, e são vários os episódios em que se empenharam na busca de pastores de almas, no país e até no exterior.

As moças do planalto catarinense que vinham estudar em Urussanga, por usarem saias até o tornozelo, não tinham o hábito de usar calcinhas. Isto foi modificado pelas Irmãs do Colégio Sagrado Coração de Jesus. A introdução do novo hábito causou certa resistência por parte daquelas jovens.

Os homens, sempre que necessitavam trajar-se bem, usavam coletes.

Uma curiosidade era o ritual para tirar fotografias: quando o grupo era de homens, ou todos usavam chapéus, inclusive os meninos, ou todos não usavam chapéus. Os homens usavam chapéu para dançar.

Até os anos cinquenta, o maior orgulho para as famílias dos italianos era ter um ou mais filhos ou filhas como religiosos.

É claro que isto criava alguns conflitos com a prole, mas as tentativas e a doutrinação sempre aconteciam.

Este orgulho era maior quando seus filhos faziam uma carreira brilhante e eram mandados para a Itália, para doutorar-se em teologia.

Nos primórdios da colônia, quando alguém morria usava-se luto fechado por seis meses.

Toda a família vestia o luto: pais, filhos, netos, primos, cunhados. Se os homens não possuíssem terno preto, usavam uma fita preta na manga do paletó.

Nos enterros, à saída do cemitério, era costume oferecer uma boa “caninha” para os homens, e uma “consertada”, cuja receita era cachaça, água, açúcar, erva-doce, cravo e canela, para as mulheres. Em enterros de crianças, distribuíam-se balas.

Um outro costume curioso era o de que moços, no primeiro dia do ano, ao acordarem, não podiam ver mulheres. A primeira pessoa que podiam ver era alguém do sexo masculino.

Assim, Juventino acordava cedinho e ia direto à casa de seu avô, seu vizinho, para pedir-lhe a bênção, que lhe era dada acompanhada de uma moeda de quatrocentos réis. Um bom dinheiro naquela ocasião.

Juventino não soube dizer o porquê deste costume.




OUTRAS COLUNAS









MAIS LIDAS










Avenida Marcolino Martins Cabral, 1315, 6º piso Praça Shopping
Centro - Tubarão/SC - CEP 88701-105 - 48. 3631-5000
Todos os direitos reservados - JORNAL DIÁRIO DO SUL