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Política

MATHEUS MADEIRA




 
 

Segunda-feira, 06/05/2019, às 06:00

Situação das estradas é preocupante

Há um mês, o governo do Estado anunciou uma interessante solução para realizar a manutenção de suas estradas e rodovias. Uma parceria com as associações de municípios faria com que o governo repassasse recursos através de um convênio com consórcios – um deles formado, por exemplo, entre os membros da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel). Estes consórcios fariam a constituição de usinas de asfalto para baratear os custos de operações tapa-buraco e administrariam demais medidas de conservação. Um modelo muito engenhoso, mas complexo, e que dificilmente sairá do papel em poucos meses, diante da burocracia típica da administração pública e da pouca habilidade política que o governo estadual vem exibindo. Somemos a esse cenário o fato de estarmos chegando ao fim das gestões municipais. Perto das eleições, será que os prefeitos estão dispostos a assumir mais essa responsabilidade? Dar conta de manter as vias municipais é um desafio que muitos estão tendo dificuldade de manter em dia. Em vários pontos, nota-se que as prefeituras estão realizando ações básicas, como o corte de mato nos acostamentos, já que o Estado não age e pouco se sabe quanto a quem recorrer – as Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) estão contando os dias para serem extintas, e o projeto de lei que trata da reforma administrativa também acaba com o Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra). O corte de mato em vias estaduais por parte das prefeituras torna-se necessário, mas é uma irregularidade administrativa. Minimiza a situação de abandono e de falta de perspectiva de soluções imediatas a esse problema.

Diagnóstico das rodovias
Um estudo realizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam) trouxe um diagnóstico das rodovias estaduais. Os dados indicam que na Amurel há 100% de vias pavimentadas, muito acima dos 77% de média do Estado. No Estado, 43% apresentam danificações na pista, enquanto na Amurel o índice é de 35%. A limpeza de mato no acostamento, porém, destoa: é péssima em 93% das vias da nossa região, enquanto a média estadual é de 83%.

Trilha com obstáculos
A calçada na rua Capitão Alexandre de Sá, na altura da entrada lateral da Unisul, ainda está sendo concluída, mas o resultado da mobilidade urbana é desastroso. O piso podotátil, feito em alto relevo para orientar deficientes visuais, leva a uma trilha com interrupções e obstáculos. O projeto, que aparentemente não levou em consideração os postes da via, foi elaborado pela Amurel. A execução é da prefeitura de Tubarão, custeada por um convênio com o governo do Estado.




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