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Política

MATHEUS MADEIRA




 
 

Segunda-feira, 15/04/2019, às 06:00

Suspender eleição é uma temeridade

O Brasil comemora, neste ano, os 30 anos da recuperação do livre exercício do voto por seu povo. A comemoração será desafiada pela disposição do governo federal de festejar justamente o período sombrio da ditadura militar. Tempo em que não era permitido se manifestar, discordar, pensar. E, principalmente, em que não era permitido votar. Neste cenário, surge um Projeto de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), propondo adiar as eleições do ano que vem. Um precedente perigoso. A notícia foi anunciada com festa pela plateia da Marcha dos Prefeitos. Pudera, estes prefeitos teriam, pela proposta, seus mandatos prorrogados por dois anos, além do que lhes foi outorgado pela população nas eleições de 2018. A unificação das eleições é uma discussão polêmica. Por um lado, traria economia; por outro, faria com que o eleitor precisasse dar muitos votos numa mesma oportunidade. Se o entendimento for de se promover essa junção, que se avise ao eleitor antes, e o mandato de seis anos seja o próximo, que se inicia em 2021. Pelo bem do respeito às regras do jogo. E pelo bem da garantia da democracia, rompida tantas vezes na história do nosso país.

Polêmica na emergência
Na sessão de semana passada da Câmara, diversos vereadores fizeram duras críticas ao atendimento na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Em todas as falas, ouviu-se a defesa do retorno do cardiologista Cristiano Alexandre Ferreira ao comando da instituição. Também cobraram transparência na aplicação dos recursos públicos repassados através de convênio com a prefeitura. É um movimento consistente, que está ganhando corpo nas redes sociais, com queixas não apenas de pacientes, mas também de profissionais que atuam no setor do hospital com o maior número de leitos do Estado.

João x Guidi
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar na sexta-feira devolvendo ao ex-deputado federal João Rodrigues (PSD) a elegibilidade até que a prescrição de sua pena por fraude à lei de licitações seja apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ocorre que o Diário Oficial da Justiça Eleitoral de hoje traz o acórdão da impugnação do seu registro de candidatura nas eleições do ano passado, decidido em março pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão de Gilmar não deixa claro se João retoma o mandato, ocupando a vaga de Ricardo Guidi. Apenas que ele estaria livre para disputar eleições futuras.




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