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Política

MATHEUS MADEIRA




 
 

Segunda-feira, 11/03/2019, às 06:00

Destempero pode ser estratégia política?

As postagens quase diárias do presidente Jair Bolsonaro, com evidentes sinais de destempero, para usar um termo bastante suave, têm despertado um debate interessante sobre a possibilidade de tais atitudes serem tomadas por uma estratégia deliberada. O diversionismo existe, é estudado há décadas e é fartamente usado na política como forma de se jogar luz a um tema para que outro, mais importante e decisivo, se desenvolva às sombras. É muito evidente que Bolsonaro e sua equipe de notáveis ministros (em que se destacam figuras igualmente destemperadas, como Ricardo Velez, Damares Alves, Ernesto Araújo, Ricardo Salles e Onyx Lorenzoni) busquem a pauta dos costumes quando se encrencam com algo realmente administrativo. Pouco se falou sobre a reforma da previdência desde que o presidente da República resolveu brindar seu país com um inacreditável vídeo pornográfico e escatológico. Mas a reação dos militares a esse festival de bizarrices deixa claro que o movimento não é friamente calculado. Prejudica a formação de uma base parlamentar sólida e, consequentemente, o projeto de poder idealizado por quem não segue com fervor o canal de Olavo de Carvalho no YouTube. Qual destes blocos vai assumir a missão de defender a mudança nas aposentadorias da população mais pobre e vulnerável?

Promovida
A juíza federal Érika Marena, que conduziu a controversa investigação que levou o reitor da Ufsc Luiz Carlos Cancellier a uma prisão sem acusação de crime, segue ganhando indicações importantes do governo Bolsonaro. Foi nomeada conselheira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O ministro Sérgio Moro a indicou.

Não pode cumprir 
A jornalista Karina Manarin, de Criciúma, informa que o presidente do PSL, Lucas Esmeraldino, teria garantido aos deputados a manutenção dos mandatos de quem quiser sair da sigla. É uma garantia de que ele, evidentemente, não pode dar. Primeiro, porque não tem apoio na Executiva do partido para decidir nada, como o recente bate-boca público com o deputado federal coronel Armando demonstra; depois, porque o suplente tem bem descrito na legislação de fidelidade partidária o direito de requerer o mandato de um titular que eventualmente saia do partido. E sem depender da opinião do presidente.




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