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MAURO PAES CORRÊA




 
 

Sábado, 29/06/2019, às 06:00

Uma notícia improvável

As ações da Apple despencaram quase seis bilhões de dólares depois da singela declaração de Jony Ive, o principal designer de produtos da era Steve Jobs e Tim Cook. A mente criativa e desafiadora que mereceu páginas na biografia de Steve Jobs anunciou que vai deixar, no fim do ano, sua promissora carreira como designer de produtos, na empresa que ele mesmo viu renascer das cinzas, após o retorno de Jobs ao comando da Apple.

Para minimizar o impacto de sua saída, Ive afirmou categoricamente que a Apple será sua principal cliente. Para o mercado, sua saída dá vazão a duas questões:

a)    Ainda que Ive tenha construído uma equipe de alto nível na Apple, a empresa será capaz de lançar novas tendências de mercado?

b)    Sua saída foi motivada por puro desejo pessoal de possuir mais liberdade de criação e tentar, por si só, mostrar o estrelismo e o seu justo lugar no hall da fama da tecnologia?

Até o primeiro dia de 2020, serão estas questões que acionistas, funcionários e até os consumidores antenados não terão respostas certeiras. Mas, sem Jony Ive, talvez não estivéssemos utilizando nossas telas deslizantes, smartphones adaptáveis à curvatura de nossas mãos ou o design limpo dos computadores atuais da Apple. Ive é um mestre, comparável a Leonardo da Vinci, porém com uma grande vantagem: suas obras estão em milhares de lares e mãos...

 

Oi e tchau...

A vida dos gerentes de conta da Oi, ainda a principal operadora de telecomunicações no Brasil, tornou-se um desafio comparável à saudosa “ponte do rio que cai”, nos famosos domingos da Rede Globo.

Antes, era a operadora que ditava preços, prazo de atendimento e demais detalhes aos consumidores. Como a operadora acabou levando um tombo gigante do próprio mercado, entrando em uma profunda crise, viu a concorrência de pequenos e médios provedores, ofertando qualidade de serviço e atendimento nos grandes centros e nas pequenas cidades, onde a concorrência quase não existia.

O resultado? A empresa faz “qualquer negócio” para aplicar o que chama de reversão de cancelamento de negócios. Os gerentes visitam empresas privadas e órgãos públicos como se segurassem um pires nas mãos. Mas os consumidores e gerentes de tecnologia e telecomunicações já têm uma certeza absoluta: agora, quem faz os preços é o mercado, e não mais a operadora, numa típica atitude oito ou oitenta: É Oi ou tchau...

Recado mais que bem desenhado, provando que a concorrência sadia sempre eleva positivamente a melhoria de qualidade de serviços e preços.




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