MENU

COLUNISTAS


Geral

LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 09/03/2019, às 06:00

Um novo ano

Tudo bem, eu me rendo. Aceito as condições. Já que a maioria diz que o ano só começa agora, depois do carnaval, proponho que zeremos tudo. Todas as besteiras que foram feitas por nossos novos governantes, as bobagens que foram ditas de janeiro para cá ficam creditadas ao efeito do álcool das cervejas e caipirinhas consumidas, ou ao sol demasiado que alguém, eventualmente, tenha pego na cachola. Vá lá, pode-se atribuir também à inexperiência desses que se auto-intitulam da nova política. Mesmo que, no caso do nosso ilustre presidente, já esteja na política há 30 anos. Com muita boa vontade, e resignadamente, vamos aceitar, para o bem da recuperação da nossa economia, para a volta dos empregos, para a salvação do país, enfim, que daqui para frente, tal qual esperamos a cada começo de ano, tudo será diferente.

Vamos torcer para que a partir de agora, como que por mágica, as coisas mudem. Que o presidente e seus filhos tenham mais bom senso no uso das redes sociais. Que entendam que a eleição acabou, que não é mais necessário ficar falando mal do PT, da esquerda, do socialismo. Que aprendam que um presidente governa para todos, vista-se azul, rosa ou laranja. Que o país precisa de soluções rápidas, como a reforma da Previdência, e várias outras que ainda precisam vir à discussão, como a tributária e a política. E, especialmente, uma reforma da educação. Não se trata aqui de filmar as crianças cantando o hino e bradando o slogan de campanha do capitão, muito menos propor uma espécie de Lava Jato. Basta aumentar substancialmente o salário dos professores e o tempo de permanência dos alunos na escola. Isso é o que realmente mudaria o país.

 

Os trapalhões
Sei que a torcida é grande para que o Brasil encontre seu rumo. Não temos um plano B, na verdade. Mas, infelizmente, o que vimos até agora foi uma nefasta interferência dos filhos do presidente na administração do país. Não bastasse isso, uma série de trapalhadas feitas por ministros despreparados e, quando têm preparo, como Sérgio Moro, não têm autonomia para sequer nomear seus próprios auxiliares, como se viu no caso da nomeação da especialista em segurança pública Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, e logo após desconvidada, por determinação do próprio presidente. Na lógica bolsonarista, integrantes de um Conselho não devem aconselhar, mas concordar e aplaudir. Melhor ainda se cantarem o hino, repetindo o bordão de campanha.

Bordão de campanha
Nada contra cantar o hino nacional, obviamente. O problema é filmar os alunos, repetindo o slogan de campanha. Quem concorda que as crianças sejam usadas como massa de manobra de partido político teria de aceitar também que, em caso de vitória do PT, as crianças vestissem vermelho e cantassem “Lula lá”. Inaceitável.

O carnaval do Bolsonaro
Jair Bolsonaro e seus ministros já têm problemas demais para resolver. Não precisamos de um presidente que crie uma nova polêmica a cada semana, via postagens desastrosas nas redes sociais. Esse post dele, sobre o carnaval, interessa apenas aos seguidores dele. Não ao país, que sabe que o carnaval se trata de uma manifestação cultural muito maior do que o presidente consegue enxergar.

Situação preocupante
O aumento dos casos de violência contra a mulher, revelados nas várias matérias veiculadas em diversos órgãos de imprensa, para marcar o Dia Internacional da Mulher, mostra que temos que ficar atentos, para que a situação não piore ainda mais.




OUTRAS COLUNAS









MAIS LIDAS










Avenida Marcolino Martins Cabral, 1315, 6º piso Praça Shopping
Centro - Tubarão/SC - CEP 88701-105 - 48. 3631-5000
Todos os direitos reservados - JORNAL DIÁRIO DO SUL