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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 29/12/2018, às 06:00

Um grande desafio

Mais do que a virada do ano, esse 1º de janeiro marca o início de uma nova era no Brasil. Com a posse de Jair Bolsonaro em Brasília, e do comandante Moisés, aqui no Estado, entramos definitivamente numa nova fase da política brasileira. Como se viu na montagem das equipes de governo, tanto lá como cá, as negociatas envolvendo ministérios e secretarias em troca de apoio político ficaram para trás. Espera-se que também o combate à corrupção e ao crime organizado sejam intensificados, com a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. A maioria de nós espera ainda que finalmente sobre dinheiro para a saúde e a educação, e que sejam feitas as reformas necessárias, para que o país saia definitivamente dessa crise, que fechou milhares de empresas e eliminou milhões de empregos.

É um desafio e tanto. Aparentemente maior para o comandante Moisés, que não tem experiência no jogo político e já tem acumulado alguns desgastes, mesmo antes da posse. O distanciamento público a que se impôs depois da eleição lhe cobrará um preço no futuro, caso não seja revisto rapidamente. Para Jair Bolsonaro, com 30 anos de atividade parlamentar, talvez seja mais fácil. A maior dificuldade, para ambos, tem sido lidar com o pessoal do próprio partido. Há deputados que se elegeram agora e que têm se digladiado publicamente através das redes sociais, brigando para ver quem aparece mais. Bolsonaro ainda precisa consertar as bobagens que os filhos de vez em quando aprontam. Uma coisa é certa: tanto um quanto o outro entrarão para a história, como um grande governante, ou uma grande decepção.

 

Falta se comunicar
O desafio do comandante Moisés é maior, em relação a Bolsonaro, também por um motivo claro. O capitão estava em campanha já há alguns anos, e preparava-se para o cargo, enquanto Moisés há poucos meses nem sonhava em ser político. Do novo governador, pouco se sabe sobre suas ideias, pois não foram suficientemente debatidas na campanha, pelo pouco tempo de propaganda política, e pelo seu distanciamento após ser eleito. Mas é óbvio que a torcida de todos, especialmente a nossa, aqui de Tubarão, com tantos conterrâneos na nova administração, é que ele entre para a história como o melhor governador que o Estado já teve.

Nova política
As expectativas são altas com relação aos novos governantes, no país inteiro. Esperamos que cortem drasticamente as regalias, os cargos comissionados, as diárias e despesas desnecessárias. Que acabem com os funcionários fantasmas, com os superfaturamentos, com os desvios de verbas. Reduzam as férias e recessos parlamentares, os privilégios, e a burocracia que atormenta a vida dos cidadãos e das empresas. Que deem o exemplo, cortando as despesas nos três poderes. Ou seja, tudo o que a população pede há décadas, sempre ignorada pelos partidos tradicionais. Os eleitos em outubro têm, a partir de agora, a melhor chance de acabar de vez com essa velha política. Uma história que começa a ser escrita a partir de agora.

Sem festa de réveillon
Tubarão, mais uma vez, passará sem uma festa da virada. O rio, nosso cartão postal, poderia ser a referência, com uma balsa com fogos de artifício entre as pontes centrais e outra próxima ao Farol Shopping. Além do show pirotécnico, poderíamos ter um show com bandas locais, valorizando a nossa cultura. Volto a insistir nessa sugestão, como faço todo final de ano, na esperança de que, um dia, nossos lojistas (do Centro e do shopping), junto com a prefeitura, a incluam como encerramento da programação de Natal.




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